Aconteceu no dia 22 de dezembro de 2007, em clima de muita alegria e descontração, a formatura dos participantes do curso de sexualidade realizado em parceria entre a SMED e a SMS. Foram 40 horas de formação que se iniciou em agosto.
No encerramento, os estudantes receberam o certificado e um kit, contendo camisinhas, caneta e um brochinho. Após a entrega dos certificados, houve um pequeno coquetel de confraternização entre os participantes. O evento foi organizado pela Educadora Comunitária do Programa Escola Aberta na EMIP, Sônia Carolina Ferreira juntamente com o âncora da formação, o psicólogo Joaquim Nepomuceno de Moura.
Os estudantes da formação "Saúde e Educação de Mãos dadas contra a Aids" já começaram a colocar a mão na massa.
Na Kizomba, de 1º de dezembro, eles participaram ativamente das oficinas de sexualidade.
No dia da feira cultural, no último sábado dia 15, os estudantes ofereceram aos colegas uma oficina de sexualidade com dinãmicas, vídeos, bate-papo e muita informação. O clima estava muito descontraído e nossos oficineiros seguros e dando conta do recado.
A oficina ficou lotada e foi um sucesso.





KIZOMBA: Alto Vera Cruz de Mãos Dadas contra a AIDS e todo o preconceito
DATA: 01.12.2007 - SÁBADO
LOCAL: Rua Desembargador Bráulio, 1147 – Alto Vera Cruz
08 H OFICINAS AFROBRASIL E SEXUALIDADE
10 H* GRUPO PORTAL LITERAFRO E CIDA ARAÚJO
10 H40 OFICINAS AFROBRASIL E SEXUALIDADE
12 H CAMINHADA/CORTEJO
13 H GRUPO DE TEATRO FILHOS DA PUC
13 H30 GRUPO ALTO BATUQUE – PERCUSSÃO
14 H RAFAEL DIAS – SOLO
14 H30 BANDA ANOMIA – ROCK
15 H GRUPO CRIME VERBAL E CONVIDADOS – RAP
15 H30 BANDA STUDIO ZERO – ROCK
16 H GRUPO GUARDIÕES DA RIMA – RAP
16H30 MENINAS DE SINHA
17H GRUPO MUSICAL VELHAS JANELAS – SAMBA
17H30 GRUPO BASE LESTE – RAP
18H CACÁ GUALBERTO – SOLO
18H30 GRUPO SEDUÇÃO – SEDUÇÃO
19H LUIZ FELIPE – SOLO
19H30 GRUPO DE DANÇA JUVENTUDE HIP HOP
20H GRUPO DEJAVUH – RAP
Programação das oficinas
1) AIDS/DST´s
Por Thais Florêncio Vieira, enfermeira do Centro de Saúde Alto Vera Cruz
2) Preconceito racial
Por Luciana Matias, professora de Arte da Rede Municipal de Contagem, produtora cultural
3) Tira dúvidas sobre AIDS/DST´s
Por Rosângela Leite de Souza, professora de Ciências/Biologia da Escola Municipal “Israel Pinheiro”, especialista em Educação Afetivo-Sexual e adolescentes da formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS”
4) Camisinha: 16 passos
Por Sônia Carolina Ferreira, professora, coordenadora pedagógica e Educadora Comunitária do Programa Escola Aberta na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e jovens da formação “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS”
5) A África pelos caminhos da culinária
Por Adriano Mol de Freitas, professor de Ciências/Biologia da Rede Municipal de Belo Horizonte, especialista em História da África
6) Beleza Afro 1: tranças
Por Poliana Silva Pinto, estudante do noturno da Escola Municipal “Israel Pinheiro”
7) Beleza Afro 2: tranças
Por Patrícia de Moura Braga Pereira, funcionária da Escola Municipal “Israel Pinheiro”
8) Beleza Afro 3: colares
Por Vânia Elizabeth Pinheiro, professora da Rede Municipal de Belo Horizonte, historiadora, acompanhante pedagógica da Gerência de Educação da Leste
9) Questões de Gênero
Por Regina Chantall, auxiliar de Biblioteca da Escola Municipal “Israel Pinheiro”
10) Mulheres Negras e Sexualidade
Por Larissa Amorim, membro do Conselho Municipal de Juventude
11) Amor e Prazer na Melhor Idade
Por Joaquim Nepomuceno de Moura, psicólogo, articulador da Formação: “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS”, no Programa Escola Aberta da Escola Municipal “Israel Pinheiro”
12) O que é AIDS?
Por Adriana Moura, professora de Ciências e educadora Comunitária do Programa Escola Integrada, na Escola Municipal “Israel Pinheiro”
13) Discriminação e DST´S
Por Negra Rô, rapper atuante da Cultura Hip Hop, integrante do grupo de rap Estilo Feminil, educadora do Programa Escola Integrada na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e participante da Formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS” no Programa Escola Aberta da EMIP
14) As diversas DST´s e Redução de Danos
Por Rozimaria Santos Rodrigues, secretária do Centro de Ação Comunitária Vera Cruz, produtora do grupo de rap Estilo Feminil e participante da Formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS” no Programa Escola Aberta da EMIP
15) Os sons da África: percussão
Por Felipe Cordeiro, músico, regente do grupo de percussão “Alto Batuque”, educador do Programa Escola Integrada na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e do Programa “Fica Vivo!”, no CIAME-Flamengo
16) AIDS e Juventude
Por André Luiz Gomes Lúcio, educador do Programa “Fica Vivo!” e ACS do Centro de Saúde Taquaril

INTRODUÇÃO:
Em 2004, pesquisa de abrangência nacional estimou que, no Brasil, cerca de 593 mil pessoas, entre 15 a 49 anos de idade, vivem com HIV e AIDS (0,61%). Deste número, cerca de 208 mil são mulheres (0,42%) e 385 mil são homens (0,80%). Do total de casos de AIDS, cerca de 80% concentram-se nas Regiões Sudeste e Sul. O Sudeste é a região mais atingida desde o início da epidemia e, apesar da alta taxa de incidência, mantém-se num processo de estabilização. A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citaram a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção.
De acordo com a psicóloga, sexóloga e consultora de prevenção da Coordenação Municipal DST´s/AIDS, Ângela Lemos, em Belo Horizonte, os grupos mais vulneráveis à doença são as mulheres, a população de baixa renda - até cinco salários mínimos por família - e os adolescentes. Enquanto a proporção de contaminação era de 42 homens para uma mulher entre 1983 e 1986, a partir de 1999 esta comparação mudou para dois homens para uma mulher. Na faixa etária de 14 aos 22 anos, já não há mais diferença. A contaminação atinge o mesmo número de adolescentes homens e mulheres. Reflexo disso é a idade dos casos. A faixa etária com mais registros está entre 20 e 39 anos (67%) enquanto os que estão entre 40 e 59 anos ficam em segundo lugar (28%) no ranking da contaminação.
OBJETIVO GERAL: resgatar o protagonismo juvenil, co-responsabilizando os adolescentes e jovens moradores da comunidade pela redução dos índices de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.
DESENVOLVIMENTO:
No Dia Mundial de Luta contra a AIDS, 1º de dezembro, serão realizadas várias atividades na escola por professores, alunos da formação “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS” e formadores voluntários. Na parte da manhã, pretende-se ofertar mini-cursos, palestras, debates, oficinas, apresentação de filmes seguidos de grupos de discussão e produção de
material para a caminhada pelo Alto Vera Cruz. A duração do evento está prevista para ser de 08:00 h. às 16:00 h., horário de funcionamento do Programa Escola Aberta.
A saída da caminhada está prevista para as 13:00 h. e, durante o percurso, serão distribuídos folders, panfletos, material informativo sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes, para prevenção de AIDS/DST´s, redução de danos e camisinhas. O grupo de percussão Alto Batuque acompanhará o trajeto, mobilizando as pessoas da comunidade a participarem. Após percorrer ruas e becos do bairro, o destino final da passeata será na praça Padre Marcelo, onde acontecerá um show musical com os grupos culturais da comunidade. A distribuição de preservativos também será feita durante os shows musicais, onde os músicos conscientizarão os presentes da importância do uso do preservativo para se evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.
CRONOGRAMA:
Outubro
Idealização do evento
Novembro
1ª reunião de mobilização
EMIP/PEA/NARPE/CCAVC/NUC/GERED-L/GCPF, GAPA/Sec. Mun. Saúde/ voluntários, representantes das bandas
2ª reunião de mobilização
Todos os envolvidos
Dezembro
Oficinas, cursos, filmes e caminhada pelo bairro Alto Vera Cruz
Encontro de avaliação do evento
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É sabido que muitas entidades têm tentado desenvolver políticas públicas para o púbico juvenil, mais inclusivas e alternativas. Porém, o cenário atual é desalentador: já se fala em índice de mortalidade juvenil no Brasil. As pesquisas apontam que o país é um dos que onde mais se morrem jovens, vitimados por violência e acidentes automobilísticos. O Brasil tem sido comparado, inclusive, a países em guerra.
Conhecer a realidade dos jovens da periferia, saber lidar e compreender a diversidade de suas manifestações dentro de um processo de reflexão constante sobre os muitos conflitos por ele vivenciados pode tornar a escola o local de encontro, do prazer.
Não são necessários projetos mirabolantes. O mais importante é resgatar o protagonismo juvenil, criar condições para que os jovens atuem na melhoria da qualidade de vida da comunidade. Também é preciso considerar seus anseios, seus gostos e valores.
Uma sociedade inclusiva e democrática leva em consideração a realidade e o anseio dos sujeitos e deve fazer dos equipamentos públicos um espaço real de formação integral do ser humano, levando-se em conta suas variadas dimensões e potencialidades. Saber lidar e compreender tanta diversidade num processo constante de reflexão sobre os muitos conflitos vivenciados por seus atores, pode tornar a escola o local de uma aprendizagem significativa.
O que se propõe a fazer não é um grande evento para promoção de qualquer pessoa ou instituição. A contrapartida é o desenvolvimento social, a valorização da vida de pessoas que necessitam de maior amparo do poder público e da sociedade civil. Pretende-se potencializar o que temos,
envolvendo novos atores na construção de políticas públicas eficientes, de diminuição da violência e melhoria da qualidade de vida da população.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS:
Matéria publicada no Portal Uai, por Elaine Pereira em 19/02/06
http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias ( jornal HOJE EM DIA – MG 29/11/04
www.aids.gov.br/data/Pages
www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias
CONTATOS:
Professora Sônia Carolina Ferreira
32775611/ 34831333
emip@pbh.gov.br

