





A E.M.J.P participa do projeto “Saúde e Educação de mãos dadas contra a AIDS” desde 2004 . Neste ano de 2007, o professor de ciências Sérgio e a professora de história Gema estão na coordenação do projeto.
A proposta de trabalho consiste em um encontro semanal com cada turma de estudantes da escola, onde são abordados temas relacionados à temática afetivo-sexual através de vivências, oficinas, rodas de conversa e filmes comentados, objetivando mudanças de atitudes, prevenção e auto-conhecimento. Os temas a serem desenvolvidos, são referentes às necessidades e apontamentos feitos pelos/as estudantes. Partindo do conhecimento prévio de cada um/uma, buscamos analisar os temas sob diversos ângulos e, sempre que possível, levar essas discussões e novas aprendizagens para outros espaços de convivência na comunidade escolar.
Uma situação recente ocorrida na escola que muito incomodou o coletivo escolar foi a seguinte:
Um adolescente pulou o muro e invadiu a escola, pela sua reação e comportamento, ele estava embriagado ou drogado. Pediu para usar o banheiro, onde passou mal e após várias tentativas pra sair foi carregado por colegas, sem condições de se manter em pé.
Foi uma cena desconcertante, o adolescente caído no chão, exposto aos olhares alheiros. Alguns de nossos estudantes se mostraram indiferentes á situação, demonstrando a inversão de valores, a banalização da vida e a indiferença para com o outro.
Passamos então a refletir sobre nossas posturas, fragilidades e escolhas, pois para alguns estudantes que participam do projeto desde o inicio, foi um momento de reflexão no qual houve a percepção da fragilidade do ser humano e da necessidade de se viver bem consigo e com o outro, e da visão do quanto nossas ações podem fazer a diferença. Partindo deste pressuposto, definimos o trabalho a ser realizado, relacionando-o a valores morais e éticos.
Decidimos trabalhar com:
• Filme “Eu, Cristiane F, 13 anos, drogada e prostituída”
• Música ”Pais e Filhos” do Grupo Musical Legião Urbana
• Texto “O Filme de Nossa Vida”, do Jornal Notícia Urgente.

Foi projetado o filme: “Eu, Cristiane F, 13 anos, drogada e prostituída”, no qual é mostrado casos de adolescentes se desvinculando dos valores sociais e familiares, se alienando e se desestruturando ao entrar para o mundo das drogas, bebidas e sexo promíscuo. Totalmente desestruturados, não percebiam o mundo á sua volta.
O filme foi feito em Berlim na década de 70, e nos coloca frente a frente com situações atualíssimas e desconcertantes. Drogas, prostituição cenas fortes e deprimentes, porém propícias a estimular o debate e a reflexão.
Nas discussões em sala, foi feito um relato sobre o filme, comentamos sobre a presença ou não da família, o respeito ao outro e a si mesmo, os momentos de lazer mal aproveitados, como cada personagem se comportava e como contribuir para melhorar os relacionamentos.
Ao utilizar a música “Pais e Filhos”, convidamos os/as estudantes a acompanhar com a letra em mãos, letra essa que aborda questões da adolescência, família, violência, desesperança, falta de referências e atitudes de amor/ desamor. Pedimos que cada estudante identificasse o contexto da música e qual sua relação com o filme, e com o projeto.
Na tentativa de potencializar a discussão, acrescentamos a leitura do texto “O Filme da Nossa Vida”, que foi trabalhado na perspectiva das escolhas que fazemos na vida, suas as responsabilidades e as decisões. Refletimos nosso papel no fazer e ser família e qual era a relação entre o filme, a música, o projeto e nosso cotidiano.
Foram levantadas questões como:
• Qual a importância de cada um para o grupo, como ser solidários, tolerantes e participantes em nossas vivências?
• Qual o papel da família e de cada um na luta contra os vícios?
Houve relatos de experiências, desabafos, casos em que as pessoas ao se confrontarem e vivenciaram desgastes, não conseguindo se entender. Algumas situações de conflito e divergência de opiniões propiciaram amadurecimento e busca de soluções, além de crescimento e fortalecimento das relações.
Têm sido ótimas as discussões e não encerramos a temática, seus desdobramentos continuarão nos próximos encontros.
“As pessoas dependentes de drogas são merecedoras de atenção médica, psicológica e social. A identificação e o reconhecimento de situações-problema não pode ser um fator de discriminação e exclusão de alunos, pois seria incoerente com o reconhecimento da necessidade de solidariedade e do desenvolvimento de posturas socialmente responsáveis e preventivas. Prevenir é oferecer escolhas e a melhor ajuda que se pode oferecer é exatamente a possibilidade de sua aceitação e inclusão ... A solidariedade diante das necessidades das pessoas e das comunidades é um ato de humanização e um elemento essencial para o exercício da cidadania”.
Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s
CONTATOS:
Coordenadora Pedagógica do Ensino Regular Noturno
Valéria - 32777030/32776821

