31/07/2007

MEMÓRIA DO PROCESSO DE EDUCAÇÃO AFETIVO-SEXUAL NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE 1989 A 2009


1989
Projetos de Educação Sexual desenvolvidos isoladamente em algumas escolas da RME como é o caso da Escola Municipal Governador Carlos Lacerda
Experiências extra-classe ou dividindo turma com Ciências/Biologia, Educação Física e Educação Artística
Promoção de eventos pontuais como semana da sexualidade e feiras de Ciências com palestras de profissionais da saúde

1991
Criação do CAPE – Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Ensino de Belo Horizonte

1993
Definição de um espaço reservado para discussão e reflexão sobre sexualidade no CAPE
Elaboração de dois cursos de capacitação em Educação Sexual nas Regionais Leste e Oeste
Atuação do NEAS – Núcleo de Educação Afetivo-Sexual – na Regional Barreiro

1994
Elaboração e execução do Projeto Brasil de capacitação em Orientação Sexual , uma parceria entre Programa Nacional das DST/AIDS do Ministério da Saúde, Fundação MacArthur, GTPOS/SP ( Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual ) e Prefeituras de Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia, Recife e Santos.
Seleção de professores/as da RME de Belo Horizonte para participar do curso de 180 horas/aula de capacitação em Orientação Sexual

1995
Continuação do curso de capacitação em Orientação Sexual – Projeto Brasil
Avaliação do curso através de questionários elaborados pela Faculdade de Saúde Pública da USP, que foi respondido pelos/as professores/as e estudantes participantes
Seleção de professores/as do curso de capacitação para integrarem o Núcleo de Sexualidade da RME e se tornarem multiplicadores nas regionais de BH
Participação de integrantes do Cape na organização do “Encontro Internacional de Sexualidade e Cidadania” com a Associação Médica de Minas Gerais / AMMG

1996
Organização e execução do Seminário Estratégico “ Sexualidade na Escola – Gênero, Valores e Afetividade” que foi realizado no CAPE e destinado aos/às professores/as da RME
Participação de integrantes do CAPE como palestrantes no “Simpósio de Orientação Sexual: um imperativo e uma possibilidade” em São Paulo
Participação no “Encontro Nacional de Adolescentes” – ENA/ SP
Início do curso de capacitação nas regionais da RME como um desdobramento do Projeto Brasil
Supervisão na implementação de projetos de Educação Sexual em escolas da RME

1997
Mudança política na Prefeitura de Belo Horizonte
Troca da equipe do CAPE
Desfaz-se o Núcleo de Sexualidade, porém as atividades de formação de professores/as continuam nas escolas de forma esporádica
Auto-gestão dos projetos de sexualidade pelas escolas

1998
Os Parâmetros Curriculares Nacionais/ PCN legitimam a Educação Sexual como um dos temas transversais
Lançamento do Caderno de Sexualidade da RME contendo relatos de experiências das escolas e artigos redigidos pelos ex-integrantes do Núcleo de Sexualidade do CAPE

1999 a 2002
Atividades pontuais de formação de professores/as e consultorias para projetos desenvolvidos pelas escolas

2003
Lançamento do “Programa Saúde e Prevenção nas Escolas”, proposto pelos Ministérios da Saúde e da Educação
Realização do I Fórum Municipal de Prevenção DST/Aids
Elaboração da “ Carta de Belo Horizonte para prevenção de DST/Aids”
Início do desenvolvimento de um projeto afetivo sexual no Núcleo Rede pela Paz da SMED

2004
Estabelecimento da parceria SMSA e SMED no Projeto "Saúde e Educação de Mãos Dadas Contra a AIDS"
Criação do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero da SMED
Transferência da coordenação do projeto afetivo sexual para o Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero
Elaboração, divulgação e desenvolvimento de um curso de formação em educação afetivo sexual em algumas escolas da RME
Participação na Iª Caminhada de apoio à luta contra a Aids

2005
Criação da GCPF / SMED - Gerência de Coordenação de Política Pedagógica e de Formação ( a partir da união do CAPE - Centro de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação e da CPP - Coordenação de Política Pedagógica )
Realização do I Seminário “ Saúde e Educação de mãos dadas contra a Aids “ com a participação de escolas e profissionais da RME
Participação na IIª Caminhada de apoio à luta contra a Aids

2006
Ampliação do curso de formação para outras regionais de Belo Horizonte
Participação de escolas municipais no VI Congresso Brasileiro de prevenção a DST e Aids com relatos de atividades realizadas nos projetos de Educação Afetivo-Sexual
Lançamento da revista “ Saúde e educação de mãos dadas contra a Aids” com artigos e experiências de escolas da RME
Participação na IIIª Caminhada de apoio à luta contra a Aids

2007
Reformulação do curso de formação a fim de se adequar às especificidades da nova demanda (Escola Aberta e EJA-BH)
Participação de educadores da RME no XXXII Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia (Fórum: " Sexualidade dos Adolescentes para Educadores")
Representação política pedagógica no Consórcio Público para a Governança Metropolitana em parceria com a British Columbia University do Canadá e o Ministério das Cidades do Governo Federal Brasileiro, tendo como temática a Educação não-sexista
Início de uma negociação intersetorial para a constituição de um Fórum Permanente de Discussão na SMED sobre a temática "Diversidade Sexual e Homofobia"
"1º Seminário de Orientação Sexual e Identidade de Gênero - Educando para a diferença", parceria entre as Secretarias Municipais de Educação de Belo Horizonte e Contagem, UFMG, Centros de Referências GLBT e representantes do Movimento Social.

2008
Curso de Capacitação "Educação sem Homofobia" para professores/as da Rede Municipal de Ensino de BH e de Contagem, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania GLBT da UFMG.
Organização, planejamento e realização da oficina "Juventude fazendo Gênero" com jovens da GERED Barreiro,dentro do projeto dos Consórcios Públicos - Mulheres das Gerais( parceria com a Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher e com a Coordenadoria Municipal da Juventude )
Sistematização e produção de registro em vídeo dos depoimentos dos/as jovens durante as oficinas de discussão sobre gênero e enfrentamento da violência contra a mulher.
Participação nos grupos de discussão coordenados pelo GESS - Grupo Gênero, Sexualidade e Sexo da FAE/UFMG.
Assessoria para a Prefeitura de Ribeirão das Neves na realização do 1° Seminário de Orientação Sexual e Identidade de Gênero para gestores municipais de educação.

2009
A nova gestão da secretaria municipal de educação está em fase de reestrutura do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero.

30/07/2007

Oficina de Corporeidade EJA-BH















Nos dias 17/04 e 29/05, educadores/as do projeto EJA/BH participaram de uma oficina de corporeidade no turno da tarde na SMED.
O objetivo da oficina era promover uma ampliação das concepções de corpo e corporeidade na EJA, além de possibilitar múltiplas abordagens em sala de aula, envolvendo artes, história, português e ciências. Muitas vezes nas escolas, a corporeidade tem uma abordagem puramente desportiva sem considerar a diversidade corporal discente (sexo,orientação sexual,objeto de desejo, etnia,religão, classe social etc).

Educação sem Homofobia

Aprovação no Conselho Municipal de Educação do Parecer sobre a inclusão do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares das escolas municipais de Belo Horizonte.
Votação realizada em 18/12/2008
Apoio da equipe de coordenação do projeto educação sem homofobia



Educadores/as em oficina de sexo seguro durante a discussão sobre CORPO-GÊNERO-ORIENTAÇÃO SEXUAL.
Dia 23/10









Conferência "Educação, Currículo e Diversidade Sexual" para educadores(as) das redes municipais de educação de BH e Contagem, com o Doutor James T. Sears (University of South Carolina/EUA), referência internacional na discussão de currículo e diversidade sexual.
Dia 02 de outubro às 19 horas
Local: SMED/PBH





Participação das professoras municipais do Projeto Educação sem Homofobia na Semana de Diversidade Sexual da UFMG



Reunão do grupo gestor do projeto com o norte-americano James Sears para a preparação da conferência:"Educação, Currículo e Diversidade sexual"







29 de Setembro a 3 de Outubro de 2008
I Semana Universitária da Diversidade Sexual
ROMPENDO O PACTO DO SILÊNCIO
Campus Pampulha da UFMG


Trocando Idéias, Oficina, Cine Diversidade, Língua Solta, Grupo de Trabalho, Mesa Redonda, Conferência, Teatro, Festa!
Acesse a programação completa: www.guddsmg.wordpress.com
Entrada franca em todas as atividades
Realização: GUDDS! e Nuh/UFMG
Apoio: SMED/BH


Módulo do curso: "Construção da Sexualidade e da Identidade de Gênero - Transexualidade e Travestilidade"
Professoras Walquíria La Roche e Sarug
As aulas foram filmadas pois farão parte de um filme autoral produzido pelo Grupo Teia de Cinema.








Primeiro dia de aula (na Fafich/UFMG) do curso de capacitação para professores/as da RME de BH e Contagem:
Módulo 1: "Direitos Sexuais são Direitos Humanos"








Aula Inaugural do Curso "Educação sem Homofobia"
Professor Doutor Rogério Junqueira ( SECAD/MEC )
Tema:"A escola na construção da cidadania GLBT e de uma cultura da paz"
Dia 24/04 às 19h00 no Auditório Paulo Freire da SMED/BH












Equipe organizadora do curso de capacitação:


PARCERIAS NA FAFICH/UFMG

1) GUDDS! Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual
“Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar”
Milton Nascimento e Caetano Veloso
Somos um grupo de universitári@s de diferentes cursos que se reúne para discutir questões relacionadas à diversidade sexual na UFMG.
Nos encontramos semanalmente para conversar, debater e organizar palestras, eventos e outras ações. Também trocamos idéias por nosso grupo de e-mails.
Independente de sua orientação sexual ou identidade de gênero, se você se interessa pelo assunto, você é bem-vind@!
Entre em contato com a gente: guddsmg@gmail.com

2)NUH-Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania GLBT


Eventos de 2007:

1º SEMINÁRIO DE ORIENTAÇÃO SEXUAL E IDENTIDADE DE GÊNERO - EDUCANDO PARA A DIFERENÇA







APOIO:
Instituto Horizontes da Paz
Associação Lésbica de Minas (ALEM)
CELLOS-MG, CELLOS-Contagem,
Centro de Referência em Direitos Humanos e Cidadania GLBT de Belo Horizonte
Centro de Referência GLBTTT do Estado de Minas Gerais
Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Cidadania (GLBT/UFMG)
Associação de Travestis e Transexuais de Minas Gerais (ASSTRAV/MG)
Articulação de Mulheres do Brasil
Grupo N'ZINGA
Movimento Gay Mineiro-MGM
GAPA/MG



INTRODUÇÃO
O programa do governo federal “Brasil sem Homofobia”, lançado em 2004, tem como objetivo combater a violência, a discriminação e promover a cidadania GLBT. Este programa, coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), é composto por um conjunto de ações interministeriais, dentre as quais se destacam as ações voltadas para a educação.
A escola brasileira foi historicamente concebida e organizada segundo os padrões da heteronormatividade, valorizando e edificando como padrão um único componente: o adulto masculino, branco e heterossexual. Tais padrões são acompanhados pela rejeição da homossexualidade e por enunciações e comportamentos que expressam a homofobia. Na escola, os processos de constituição de sujeitos e de produção de identidades heterossexuais produzem e alimentam a homofobia e o sexismo.
As políticas educacionais sobre sexualidade têm se restringido à dimensão, de todo modo importante, dos direitos à saúde sexual e reprodutiva. Ao se falar em diversidade sexual é importante situar questões relativas a gênero e sexualidade no terreno dos direitos humanos. Isso favorece o reconhecimento da legitimidade de suas múltiplas e dinâmicas formas de expressão de identidades, bem como garante a igualdade de direitos e oportunidades a todos os indivíduos e grupos discriminados em face de sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Diante dessa realidade escolar, fazem-se necessárias ações conjuntas no sentido de garantir o respeito às diferenças, a promoção da cidadania e da cultura de paz.

ESTRATÉGIAS DE AÇÃO
Os centros de referências GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), o movimento social, as universidades e o poder público da área de educação e dos direitos humanos propõem incorporar na cidade de Belo Horizonte um conjunto de ações de combate à homofobia e promoção da cidadania GLBT, conforme as diretrizes do programa do governo federal “Brasil sem Homofobia”, na área da educação. Neste sentido, propomos as seguintes ações a curto, médio e longo prazo, nos anos de 2007 e 2008.
a) Realização de um Seminário Pedagógico “1° Seminário sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero – Educando para a diferença”
b) Criação de um GT-grupo de trabalho sobre orientação sexual, identidade de Gênero e combate à Homofobia.
c) Elaboração de uma publicação de caráter pedagógico sobre a temática.
d) Capacitação de professores/as da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte e Contagem






MATERIAL DE APOIO E EMBASAMENTEO LEGAL E TEÓRICO:
Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e de Promoção da Cidadania Homossexual
CONSELHO NACIONAL DE COMBATE À DISCRIMINAÇÃO
Ministério da Saúde, 2004



Pesquisa realizada pela UNESCO em 14 municípios brasileiros sobre " Preconceitos e Discriminações: o caso da Homofobia" (Capítulo 6 - página 277 a 304), publicada no livro Juventudes e Sexualidade. Brasília, Agosto de 2004.




Material disponível para consulta na Biblioteca do Professor / SMED

28/07/2007

Cursos, Simpósios e Palestras

SEMINÁRIO – 06 a 10 de Outubro de 2008
DIVERSIDADE CULTURAL E INCLUSÃO SOCIAL NA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

09/10 – QUINTA-FEIRA – 19:00 h
Mesa 4 – Currículo, Gênero e sexualidade
Prof. Cláudio Eduardo Resende Alves – SMED/BH
Realização:Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes do CEFET-MG
Profª Dra Silvani dos Santos Valentim
CEFET-MG - Departamento de Educação










22/07/2007

Eventos LGBT - 2008

Parada LGBT de Contagem - 03 de agosto


















IV Ciclo de Debates em Contagem aborda caminhos para garantir a cidadania

Palestras, mesas redondas, exibições de filmes e exposições estão no IV Ciclo de Debates "Contagem sem Homofobia", uma iniciativa do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Contagem - Cellos/Contagem, desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Contagem. O evento começa no dia 23 de junho e a programação só termina em agosto.
A temática é toda voltada para a homossexualidade como forma de sensibilizar a cidade sobre a necessidade de adotar ações afirmativas para GLBT e promover campanha educativa na área de saúde para GLBT. "A Idéia é fomentar políticas públicas no âmbito municipal para a inclusão e não-discriminação de homossexuais, além de promover atividades de caráter sócio-cultural por meio de debates, palestras, exposições de arte e filmes", completa o presidente do Cellos/Contagem, Anderson Cunha Santos.



12ª Parada Gay de São Paulo - dia 25 de maio de 2008



Mais de 4 milhões de pessoas estiveram presentes na parada considerada como uma das maiores do mundo.



Conferência Nacional GLBT
I CONFERÊNCIA NACIONAL GLBT: Direitos Humanos e Políticas Públicas, o caminho para garantir a cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.
A Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT) aconteceu em Brasília no período de 5 a 8 de junho, no Centro de Eventos Brasil 21. A primeira Conferência com essa abordagem no mundo, teve como tema Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT).
O objetivo do encontro foi propor políticas públicas e a elaboração do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de GLBT, ao mesmo tempo em que pretende avaliar e propor estratégias para fortalecer o Brasil sem Homofobia - Programa de combate à violência e à discriminação contra GLBT e de promoção da cidadania homossexual.








A SMED/BH atuou como mediadora na discussão do eixo " Educação e Homofobia", no qual foram escolhidas cinco propostas para a Conferência Estadual GLBT.

19/07/2007

Imagens Artísticas do Corpo











15/07/2007

Grupo GSS - Gênero, Sexualidade e Sexo




O GSS – Grupo de Estudos em Gênero, Sexualidade e Sexo em Educação – tem realizado reuniões para estudo, produção de materiais didáticos e publicação científica desde o ano de 2006, tendo agregado novos membros, mais recentemente, em junho de 2007. As reuniões ocorrem na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. O grupo tem como coordenadora a Professora Dra. Adla Betsaida Martins Teixeira e conta com a participação de professores doutores e mestres da UFMG e de outras instituições, além de alunos de mestrado e iniciação científica.
O grupo se propõe a desenvolver abordagens teórico-metodológicas do gênero e da sexualidade no campo da formação humana, incluindo a formação docente e a elaboração de estratégias de inclusão e de desconstrução de preconceitos nos âmbitos da educação formal ou informal.
Entendemos gênero como resultante de construções sócio-culturais associadas à diferença sexual. Neste sentido, buscamos compreender suas conseqüências nas vidas públicas e privadas dos indivíduos. Por sexualidade, diferente da mera preferência sexual, busca-se compreender suas várias expressões e impactos na vida dos indivíduos. O conceito sexo é entendido como um aspecto biológico - homens e mulheres – e não como fator determinante de comportamentos, ações e possibilidades dos indivíduos na sociedade.

Integrantes do grupo
Dra. Adla Betsaida M. Teixeira – Professora FaE/UFMG
Dra. Carmem Lúcia Eiterer – Professora FaE/UFMG
Dra Maria Eulina Carvalho – Professora FaE/UFPB
Dra. Silvânia Souza do Nascimento – Professora FaE/UFMG
Prof. Adilson Dumont - Mestre em Educação – Professor Instituto Superior de Educação Anísio Teixeira ISEAT/FHA - MG
Flávia Graciela de Alcântara – Mestranda em Educação – FaE/UFMG
Fernanda de Araújo Rocha – Aluna Pedagogia – Iniciação Científica FaE/UFMG

Colaboradores
Ana Paula Campos Cavalcante Soares – Ceale/FaE/UFMG
Anete Roese – Teóloga - PUC / FAJE
Jaider Fernandes Reis – Mestrando - Escola Belas Artes/UFMG
José Wilson Ricardo – PBH e Instituto Horizontes da Paz
Juliana Mendes Alves – Psicóloga – Centro Pedagógico/UFMG
Maria das Graças Teixeira – Coordenadora Pedagogia ISEAT / FHA
Maria Gorete Pereira Augusto – Psicóloga / Política para Juventude
Noélia Lopes Rodrigues – Psicóloga / Professora Educação Infantil
Rodrigo Marzano – Escola Sindical 7 de Outubro
Sandro Vinícius Santos – Professor Educação Infantil / aluno ISEAT / FHA
Sônia Rosa Faria – Pastora Igreja Metodista
Tânia Tagarro – Bacharel em Serviço Social - Escola Superior de Ciencias da Santa Casa de Misericórdia (Espírito Santo)


Atividades e Projetos
Encontros:
O GSS organiza encontros quinzenais – com o núcleo do grupo - e mesas redondas mensais – abertas ao público - para debater questões de Gênero em diálogo com outros temas. Os tópicos são anunciados mensalmente.

Pesquisas:
- Alfabetização no Brasil e questões de gênero: a ideologia presente nas orientações e usos de materiais didáticos – décadas de 20 a 50
Coordenação: Profa. Dra. Adla Betsaida Martins Teixeira.
Colaboração: Profa. Dra. Francisca Izabel Pereira Maciel
Bolsista Iniciação Científica: Fernanda Rocha.
 Financiamentos: FAPEMIG – Projeto Universal.

- Estudos de caso da prática docente enfocando as construções e descontruções das relações de gênero no cotidiano da educação infantil.
Coordenação Geral: Profa. Dra. Maria Eulina Carvalho (Universidade Federal Paraíba)
Coordenação Belo Horizonte e Sub-coordenadora Geral: Profa. Dra. Adla Betsaida Martins Teixeira.
 Financiamentos: CNPq – Projeto Universal.


Projeto de Extensão:
Construção de uma biblioteca digital de materiais educativos em gênero, corpo e sexualidade
Coordenadores: Maria Eulina P. de Carvalho e Carmélio Reynaldo Ferreira
Colaboração: Adla Betsaida Martins Teixeira (consultora)


Publicações (no prelo):
Discutindo Relações de Gênero na Escola - Reflexões e Propostas para a ação docente (livro) –Artigos destinados à formação de docentes nos cursos de licenciatura e Pedagogia. Cursos e disciplinas - Os autores/as são docentes nas seguintes instituições que formam professores das Universidades Federais UFMG. UFPA, UNB, UFJF, UFRJ, e particulares como o Instituto Anísio Teixeira (ISEAT/FHA); destinados a disciplinas de didática, gênero e educação, movimentos sociais, educação infantil. As características deste livro (apresentação de texto teórico e sugestão de oficina) objetivam oferecer exemplos práticos de como os/as docentes da graduação ou docentes nas escolas possam abordar os temas. Não se tem conhecimento deste tipo de estratégia. O livro objetiva motivar, sensibilizar, atualizar os docentes e futuros docentes quanto aos temas polêmicos como discriminações, respeito às diferenças, homossexualismo, Aids, enfim, buscando formar profissionais da educação com práticas voltadas para a solidariedade, inclusão e respeito às diferenças.

Relatos: Para além do politicamente correto: conversando sobre masculinidades e feminilidades (livro) - foi pensado para o público adolescente nas escolas, especificamente para alunos do ensino médio, talvez possa vir a ser utilizado para nas séries finais do ensino fundamental. O livro foi testado com o público de adolescente, mas também em turmas de educação de jovens e adulto em projeto de formação no Vale do Jequitinhonha (docentes) e no PROEF-1/EJA da Faculdade de Educação, UFMG. Os resultados foram bastante animadores. Apresentamos textos reais, histórias populares ou de programa de TV e, após cada texto, sugerimos uma oficina adequada ao público supracitado. Seguem outras informações sobre o livro: Os autores/as são em sua maioria docentes/pesquisadores e pesquisadores júnior das seguintes instituições que formam professores das Federais UFMG. UFPA, UNB, UFJF, UFRJ, e particulares como o Instituto Anísio Teixeira (ISEAT/FHA). Contamos também, dentre os autores, com o Dr. Rogério Junqueira do Ministério da Educação, Projeto Brasil sem homofobia. As características deste livro (texto e sugestão de oficina) dão aos docentes nas escolas sugestões de como abordar os temas. Não se tem conhecimento deste tipo de estratégia. Usualmente os livros apresentam um texto teórico, mas sem qualquer sugestão para trabalhar os conceitos apresentados. Este livro objetivo informar e sensibilizar os estudantes quanto às discriminações, ao respeito às diferenças. Portanto, este livro pára-didático tem um caráter inédito.


CONTATO:
Sala 1661 – DMTE / Faculdade de Educação / UFMG
Telefone: 3409-6192
E-mail: gss.fae@gmail.com


Consórcio Público Regional de Promoção da Cidadania




PROJETO " Mulheres das Gerais"
OFICINA : "Juventude fazendo Gênero"


Oficina realizada com jovens integrantes do MPC - Movimento Periferia Criativa da região do Barreiro, durante os dias 31/03 a 04/04 no espaço cedido pela Igreja São Vicente.

Facilitadores:
Coordenadoria Municipal do Direitos da Mulher
Coordenadoria Municipal da Juventude
Secretaria Municipal de Planejamento
Secretaria Municipal de Educação ( GERED Barreiro )
EYA (Aliança da Juventude pelo Meio Ambiente - www.eya.ca )


Metodologia:elaborada pelos parceiros locais em conjunto com os estagiários canadenses, que tem como fundamento o estudo da juventude, seus desejos e anseios, sua relação com a comunidade local e a qualidade de vida (Atlas da Juventude - Vancouver/Canada)

Temáticas centrais: Combate a Violência de Gênero e Educação Inclusiva e não-sexista

A oficina também foi realizada nos municípios de Betim, Sabará e Contagem ( parceiros do Consórcio Público ) entre os meses de Janeiro e Março. Jovens capacitados nessas oficinas atuaram como multiplicadores em BH.



















Todas as oficinas foram registradas em vídeo (por um video-maker canadense) para posterior edição de imagens e para a confeccção de um curta-metragem sobre a experiência brasileira




PROJETO

Uma parceria institucional entre a Universidade da Columbia Britânica(Canadá) e o Ministério das Cidades para o desenvolvimento da governança metropolitana a partir da realização de projetos e estudos sobre a aplicação do modelo de consorciamento público na resolução de problemas regionais.

DURAÇÃO

Abril de 2006 a Março de 2010

MÉTODO

O projeto "Novos Consórcios Públicos para Governança Metropolitana" adota a Pesquisa-Ação Colaborativa como referencial metodológico.

MUNICIPALIDADES PRÍMARIAS

Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Santarém, Santo André

DIMENSÕES DA EFETIVIDADE DO CONSÓRCIO

* Promoção da Igualdade de Gênero e Raça (Igualdade)
* Compreensão de problemas regionais complexos (Aprendizado Social)
* Autonomia de planejamento/ação para grupos vulneráveis (Governança)

AÇÕES

As cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Sabará aderem ao Plano Nacional de Políticas para Mulheres e optam por aproveitar o espaço aberto pelo projeto para fortalecer e ampliar as políticas públicas, voltadas para a Prevenção e o Enfrentamento da Violência contra a Mulher.. Todas as cidades possuem em suas adminstrações órgãos que já atuam na área de gênero e violência.

Eixos da atuação:

1- Prevenção: promoção de campanhas comunitárias e ações de educação inclusiva e não sexista ; realização de um programa comunitário de mediação de conflitos e organização de um sistema de monitoramento.

2- Atendimento: ampliação da Casa Abrigo que atende mulheres em situação de violência e a realização de ações de geração de emprego e renda.

Parceiros:

Governo Federal Brasileiro - Ministério das Cidades
Municípios de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Sabará
SPM - Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
SEPPIR - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
UBC (Universidade de British Columbia - http://www.chs.ubc.ca/consortia)
EYA (Aliança da Juventude pelo Meio Ambiente).


12/07/2007

E. M. Hugo Werneck


A Escola Municipal Hugo Werneck está desenvolvendo o 'Projeto Afetivo Sexual'' com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Educação.
O curso de formação se realizou no segundo semestre de 2006, do qual participaram estudantes do Ensino Regular Noturno, além de profissionais da educação.
A partir da formação, foi organizado um grupo de estudantes multiplicadores para dar seqüência na discussão da temática dentro da escola no ano de 2007. O grupo de multiplicadores é formado pelos/as seguintes estudantes:
Cleiciane, Marcelo, Maria Helena, Francisco, Aline, Priscila e Maria do Carmo sendo coordenado pela funcionária Elaine da biblioteca.
Os encontros têm sido realizados quinzenalmente às terças feiras, desde o semestre passado, com a supervisão do professor Claudio Alves ( GCPF/SMED ) e da pós-doutoranda Keyla Deslandes (UFOP ) que desenvolve sua tese na escola. O primeiro encontro quinzenal é destinado à elaboração, organização e articulação da intervenção no coletivo escolar, enquanto o segundo encontro é a ação propriamente dita.



Encontro do dia 11/09/07
Tema: Gravidez na Adolescência


Filme exibido: “Pai, eu? Mãe, eu?"
Coleção Sexualidade:prazer em conhecer(acervo da escola)

Em seguida, foi organizada uma roda de conversa com depoimentos de estudantes que tiveram filho na adolescência, sendo que uma delas está passando por esta fase no atual momento.
A participação de todos e todas foi integral e contagiante. Ao final do evento, foram distribuídas camisinhas masculinas e foi realizada uma demonstração do uso da camisinha feminina, pouco conhecida entre os/as adolescentes. Todos e todas ficaram super satisfeitos/as com o aprendizado e a riqueza do encontro.
Inúmeras temáticas foram abordadas como:
*maternidade e paternidade
*responsabilidade e prazer
*aborto e saúde
*métodos contraceptivos
*preconceito e discriminação
*corpo e transformação


Encontro do dia 02/10/07
Tema: DST/AIDS


Filme exibido: "O melhor é prevenir"
Coleção Sexualidade:prazer em conhecer(acervo da escola)


A exibição do filme serviu para abrir o debate sobre prevenção, responsabilidade, escolha, preconceito e DST/Aids.
A aluna multiplicadora Cleiciane deu explicações sobre a importância do uso regular da camisinha feminina ou masculina nas relações sexuais.
Em seguida, os/as participantes esclareceram suas dúvidas com os/as multiplicadores e a coordenadora do projeto na escola, Professora Elaine.
Foram distribuidas camisinhas masculinas ao final do encontro que terminou com muito sucesso.


No mês de novembro a escola acertou uma parceria com o Posto de Saúde São Jorge localizado na comunidade, para a realização de palestras de sensibilização e informação para os/as estudantes do turno da manhã e do turno da noite, sobre as seguintes temáticas:
*Puberdade e mudanças corporais
*DST/Aids e prevenção
*Métodos Contraceptivos
Ao final de cada palestra serão disponibilizados preservativos para estudantes interessados/as.

dia 27/11 : Saúde sempre,cuide de você - abordando DST e Aids
dia 29/11 : Planejamento familiar,atitude consciente - abordando os métodos contraceptivos


As maiores dúvidas foram a respeito do preservativo feminino, ligadura de trompas e vasectomia.

Contatos:
Elaine Moura Gonçalves
Biblioteca da E. M. Hugo Werneck
32777026/ 32776494

E. M. Josefina Souza Lima


PROJETO DE EDUCAÇÃO AFETIVO-SEXUAL - NOTURNO - EJA

Desde o mês de abril a professora de ciências Kátia desenvolve um projeto sobre sexualidade e afetividade com quatro turmas de estudantes, na faixa etária de 18 a 60 anos.
A partir da discussão em sala de aula sobre "Corpo Humano, Reprodução e Prazer", os/as estudantes foram organizados/as em pequenos grupos para a realização de uma pesquisa teórico/prática sobre temáticas relativas a sexualidade.
Cada grupo iria fazer uma entrevista com pessoas da comunidade local, tabular os resultados, pesquisar conceitos e teorias científicas e apresentar para os demais de forma criativa.

As temáticas escolhidas foram:
* Prostiuição
* Homossexualidade
* Gravidez na Adolescência

A professora de português Dávila se aliou ao projeto e orientou os grupos durante as etapas de pesquisa e apresentação, com o objetivo de estabelecer uma comparação entre dados científicos e do senso comum.
Dentre o corpo discente da escola, encontra-se a Presidente da Associação de Prostitutas de Belo Horizonte, que muito colaborou na pesquisa realizada.
Ela apresentou um histórico da prostituição, traçou um mapa da prostituição na cidade, relatou alguns casos e falou da associação.
Durante as apresentações, outros temas foram surgindo como hermafroditismo, homofobia, pedofilia, preconceito e discriminação, questões religiosas, drogas, comportamento e moral.
Existem inúmeros casos de pessoas soropositivas na comunidade, o que provocou uma discussão franca sobre prevenção, respeito e diversidade.


A escola irá promover na semana de 19 a 23 de novembro a "Semana da Conscientização", quando serão ofertadas oficinas, palestras, filmes, exposições e rodas de conversa sobre as temáticas diversidade racial, de gênero e sexual.
Todos e todas estão convidados/as. Participe!

CONTATOS;
Coordenadora da EJA - Clara
Professora Kátia Mourão
Professora Dávila Menezes
32776764/32776765

E. M. João do Patrocínio

Drogas e Adolescência - relato de atividade comentada







A E.M.J.P participa do projeto “Saúde e Educação de mãos dadas contra a AIDS” desde 2004 . Neste ano de 2007, o professor de ciências Sérgio e a professora de história Gema estão na coordenação do projeto.
A proposta de trabalho consiste em um encontro semanal com cada turma de estudantes da escola, onde são abordados temas relacionados à temática afetivo-sexual através de vivências, oficinas, rodas de conversa e filmes comentados, objetivando mudanças de atitudes, prevenção e auto-conhecimento. Os temas a serem desenvolvidos, são referentes às necessidades e apontamentos feitos pelos/as estudantes. Partindo do conhecimento prévio de cada um/uma, buscamos analisar os temas sob diversos ângulos e, sempre que possível, levar essas discussões e novas aprendizagens para outros espaços de convivência na comunidade escolar.

Uma situação recente ocorrida na escola que muito incomodou o coletivo escolar foi a seguinte:

Um adolescente pulou o muro e invadiu a escola, pela sua reação e comportamento, ele estava embriagado ou drogado. Pediu para usar o banheiro, onde passou mal e após várias tentativas pra sair foi carregado por colegas, sem condições de se manter em pé.
Foi uma cena desconcertante, o adolescente caído no chão, exposto aos olhares alheiros. Alguns de nossos estudantes se mostraram indiferentes á situação, demonstrando a inversão de valores, a banalização da vida e a indiferença para com o outro.
Passamos então a refletir sobre nossas posturas, fragilidades e escolhas, pois para alguns estudantes que participam do projeto desde o inicio, foi um momento de reflexão no qual houve a percepção da fragilidade do ser humano e da necessidade de se viver bem consigo e com o outro, e da visão do quanto nossas ações podem fazer a diferença. Partindo deste pressuposto, definimos o trabalho a ser realizado, relacionando-o a valores morais e éticos.
Decidimos trabalhar com:
• Filme “Eu, Cristiane F, 13 anos, drogada e prostituída”
• Música ”Pais e Filhos” do Grupo Musical Legião Urbana
• Texto “O Filme de Nossa Vida”, do Jornal Notícia Urgente.


Foi projetado o filme: “Eu, Cristiane F, 13 anos, drogada e prostituída”, no qual é mostrado casos de adolescentes se desvinculando dos valores sociais e familiares, se alienando e se desestruturando ao entrar para o mundo das drogas, bebidas e sexo promíscuo. Totalmente desestruturados, não percebiam o mundo á sua volta.
O filme foi feito em Berlim na década de 70, e nos coloca frente a frente com situações atualíssimas e desconcertantes. Drogas, prostituição cenas fortes e deprimentes, porém propícias a estimular o debate e a reflexão.
Nas discussões em sala, foi feito um relato sobre o filme, comentamos sobre a presença ou não da família, o respeito ao outro e a si mesmo, os momentos de lazer mal aproveitados, como cada personagem se comportava e como contribuir para melhorar os relacionamentos.
Ao utilizar a música “Pais e Filhos”, convidamos os/as estudantes a acompanhar com a letra em mãos, letra essa que aborda questões da adolescência, família, violência, desesperança, falta de referências e atitudes de amor/ desamor. Pedimos que cada estudante identificasse o contexto da música e qual sua relação com o filme, e com o projeto.
Na tentativa de potencializar a discussão, acrescentamos a leitura do texto “O Filme da Nossa Vida”, que foi trabalhado na perspectiva das escolhas que fazemos na vida, suas as responsabilidades e as decisões. Refletimos nosso papel no fazer e ser família e qual era a relação entre o filme, a música, o projeto e nosso cotidiano.
Foram levantadas questões como:
• Qual a importância de cada um para o grupo, como ser solidários, tolerantes e participantes em nossas vivências?
• Qual o papel da família e de cada um na luta contra os vícios?

Houve relatos de experiências, desabafos, casos em que as pessoas ao se confrontarem e vivenciaram desgastes, não conseguindo se entender. Algumas situações de conflito e divergência de opiniões propiciaram amadurecimento e busca de soluções, além de crescimento e fortalecimento das relações.
Têm sido ótimas as discussões e não encerramos a temática, seus desdobramentos continuarão nos próximos encontros.



“As pessoas dependentes de drogas são merecedoras de atenção médica, psicológica e social. A identificação e o reconhecimento de situações-problema não pode ser um fator de discriminação e exclusão de alunos, pois seria incoerente com o reconhecimento da necessidade de solidariedade e do desenvolvimento de posturas socialmente responsáveis e preventivas. Prevenir é oferecer escolhas e a melhor ajuda que se pode oferecer é exatamente a possibilidade de sua aceitação e inclusão ... A solidariedade diante das necessidades das pessoas e das comunidades é um ato de humanização e um elemento essencial para o exercício da cidadania”.

Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s


CONTATOS:
Coordenadora Pedagógica do Ensino Regular Noturno
Valéria - 32777030/32776821

E. M. Mestre Paranhos

Projeto Sexualidade - 2007
















Com o objetivo de fazer um grande debate a cerca das questões referentes a afetividade , sexualidade , respeito às diferenças e às orientações sexuais de nossa comunidade escolar é que a Escola Municipal Mestre Paranhos se integrou ao PROJETO SAUDE E EDUCAÇÃO DE MÃOS DADAS CONTRA A AIDS , parceria entre as Secretarias Municipais da Educação e da Saúde.
Iniciamos a formação no primeiro semestre de 2007, envolvendo alunos/as, funcionários/as, direção, coordenação, professores/as do noturno.
Nesse primeiro momento participaram 35 pessoas que fazem parte da ação denominada “ Projeto Sexualidade” .
Os integrantes deste grupo ficaram com a atribuição de serem multiplicadores das informações que são repassadas nos dias da formação.

As atividades estão sendo realizadas pelos multiplicadores na escola e na comunidade e envolve:
• Aplicação de Questionários – para um levantamento de dúvidas acerca da temática em questão.
• Montagem de painéis com informações.
• Peças teatrais
• Filmes comentados
• Seminário com palestra referente às questões que os/as alunos/as apresentarem como dúvidas nos questionários aplicados (previsto para Novembro)

Agradecemos o amplo apoio recebido pelo Núcleo de Relações Étnico Raciais da GCPF/SMED.


Coordenação do projeto na escola:
• Coordenadora pedagógica: Áurea Maria Dias Rosas
• Facilitadora: Zoé M. C. Vale

Contato 32778840/32778841

E. M. Maria Silveira

PROJETO " A Escola leva Educação e ajuda na Prevenção"
Atividades e oficinas realizadas pelos/as professores/as da EJA do turno da noite em parceria com estudantes jovens e adultos no desdobramento da formação "Saúde e Educação de mãos dadas contra a Aids", realizada entre os anos de 2004 e 2005.

















CONTATO:
O projeto está disponível na íntegra na biblioteca da escola
Raquel - Coordenadora Pedagógica da EJA
32777406/32777407

E. M. Israel Pinheiro

Encerramento da Formação "Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a Aids"
Aconteceu no dia 22 de dezembro de 2007, em clima de muita alegria e descontração, a formatura dos participantes do curso de sexualidade realizado em parceria entre a SMED e a SMS. Foram 40 horas de formação que se iniciou em agosto.
No encerramento, os estudantes receberam o certificado e um kit, contendo camisinhas, caneta e um brochinho. Após a entrega dos certificados, houve um pequeno coquetel de confraternização entre os participantes. O evento foi organizado pela Educadora Comunitária do Programa Escola Aberta na EMIP, Sônia Carolina Ferreira juntamente com o âncora da formação, o psicólogo Joaquim Nepomuceno de Moura.




Os estudantes da formação "Saúde e Educação de Mãos dadas contra a Aids" já começaram a colocar a mão na massa.
Na Kizomba, de 1º de dezembro, eles participaram ativamente das oficinas de sexualidade.
No dia da feira cultural, no último sábado dia 15, os estudantes ofereceram aos colegas uma oficina de sexualidade com dinãmicas, vídeos, bate-papo e muita informação. O clima estava muito descontraído e nossos oficineiros seguros e dando conta do recado.
A oficina ficou lotada e foi um sucesso.








KIZOMBA: Alto Vera Cruz de Mãos Dadas contra a AIDS e todo o preconceito

DATA: 01.12.2007 - SÁBADO
LOCAL: Rua Desembargador Bráulio, 1147 – Alto Vera Cruz

08 H OFICINAS AFROBRASIL E SEXUALIDADE
10 H* GRUPO PORTAL LITERAFRO E CIDA ARAÚJO
10 H40 OFICINAS AFROBRASIL E SEXUALIDADE
12 H CAMINHADA/CORTEJO
13 H GRUPO DE TEATRO FILHOS DA PUC
13 H30 GRUPO ALTO BATUQUE – PERCUSSÃO
14 H RAFAEL DIAS – SOLO
14 H30 BANDA ANOMIA – ROCK
15 H GRUPO CRIME VERBAL E CONVIDADOS – RAP
15 H30 BANDA STUDIO ZERO – ROCK
16 H GRUPO GUARDIÕES DA RIMA – RAP
16H30 MENINAS DE SINHA
17H GRUPO MUSICAL VELHAS JANELAS – SAMBA
17H30 GRUPO BASE LESTE – RAP
18H CACÁ GUALBERTO – SOLO
18H30 GRUPO SEDUÇÃO – SEDUÇÃO
19H LUIZ FELIPE – SOLO
19H30 GRUPO DE DANÇA JUVENTUDE HIP HOP
20H GRUPO DEJAVUH – RAP

Programação das oficinas

1) AIDS/DST´s
Por Thais Florêncio Vieira, enfermeira do Centro de Saúde Alto Vera Cruz

2) Preconceito racial
Por Luciana Matias, professora de Arte da Rede Municipal de Contagem, produtora cultural

3) Tira dúvidas sobre AIDS/DST´s
Por Rosângela Leite de Souza, professora de Ciências/Biologia da Escola Municipal “Israel Pinheiro”, especialista em Educação Afetivo-Sexual e adolescentes da formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS”

4) Camisinha: 16 passos
Por Sônia Carolina Ferreira, professora, coordenadora pedagógica e Educadora Comunitária do Programa Escola Aberta na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e jovens da formação “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS”

5) A África pelos caminhos da culinária
Por Adriano Mol de Freitas, professor de Ciências/Biologia da Rede Municipal de Belo Horizonte, especialista em História da África

6) Beleza Afro 1: tranças
Por Poliana Silva Pinto, estudante do noturno da Escola Municipal “Israel Pinheiro”

7) Beleza Afro 2: tranças
Por Patrícia de Moura Braga Pereira, funcionária da Escola Municipal “Israel Pinheiro”

8) Beleza Afro 3: colares
Por Vânia Elizabeth Pinheiro, professora da Rede Municipal de Belo Horizonte, historiadora, acompanhante pedagógica da Gerência de Educação da Leste

9) Questões de Gênero
Por Regina Chantall, auxiliar de Biblioteca da Escola Municipal “Israel Pinheiro”

10) Mulheres Negras e Sexualidade
Por Larissa Amorim, membro do Conselho Municipal de Juventude

11) Amor e Prazer na Melhor Idade
Por Joaquim Nepomuceno de Moura, psicólogo, articulador da Formação: “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS”, no Programa Escola Aberta da Escola Municipal “Israel Pinheiro”

12) O que é AIDS?
Por Adriana Moura, professora de Ciências e educadora Comunitária do Programa Escola Integrada, na Escola Municipal “Israel Pinheiro”

13) Discriminação e DST´S
Por Negra Rô, rapper atuante da Cultura Hip Hop, integrante do grupo de rap Estilo Feminil, educadora do Programa Escola Integrada na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e participante da Formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS” no Programa Escola Aberta da EMIP

14) As diversas DST´s e Redução de Danos
Por Rozimaria Santos Rodrigues, secretária do Centro de Ação Comunitária Vera Cruz, produtora do grupo de rap Estilo Feminil e participante da Formação “Saúde e Educação de Mãos dadas contra a AIDS” no Programa Escola Aberta da EMIP

15) Os sons da África: percussão
Por Felipe Cordeiro, músico, regente do grupo de percussão “Alto Batuque”, educador do Programa Escola Integrada na Escola Municipal “Israel Pinheiro” e do Programa “Fica Vivo!”, no CIAME-Flamengo

16) AIDS e Juventude
Por André Luiz Gomes Lúcio, educador do Programa “Fica Vivo!” e ACS do Centro de Saúde Taquaril





INTRODUÇÃO:
Em 2004, pesquisa de abrangência nacional estimou que, no Brasil, cerca de 593 mil pessoas, entre 15 a 49 anos de idade, vivem com HIV e AIDS (0,61%). Deste número, cerca de 208 mil são mulheres (0,42%) e 385 mil são homens (0,80%). Do total de casos de AIDS, cerca de 80% concentram-se nas Regiões Sudeste e Sul. O Sudeste é a região mais atingida desde o início da epidemia e, apesar da alta taxa de incidência, mantém-se num processo de estabilização. A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citaram a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção.
De acordo com a psicóloga, sexóloga e consultora de prevenção da Coordenação Municipal DST´s/AIDS, Ângela Lemos, em Belo Horizonte, os grupos mais vulneráveis à doença são as mulheres, a população de baixa renda - até cinco salários mínimos por família - e os adolescentes. Enquanto a proporção de contaminação era de 42 homens para uma mulher entre 1983 e 1986, a partir de 1999 esta comparação mudou para dois homens para uma mulher. Na faixa etária de 14 aos 22 anos, já não há mais diferença. A contaminação atinge o mesmo número de adolescentes homens e mulheres. Reflexo disso é a idade dos casos. A faixa etária com mais registros está entre 20 e 39 anos (67%) enquanto os que estão entre 40 e 59 anos ficam em segundo lugar (28%) no ranking da contaminação.

OBJETIVO GERAL: resgatar o protagonismo juvenil, co-responsabilizando os adolescentes e jovens moradores da comunidade pela redução dos índices de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.

DESENVOLVIMENTO:
No Dia Mundial de Luta contra a AIDS, 1º de dezembro, serão realizadas várias atividades na escola por professores, alunos da formação “Saúde e Educação de Mãos Dadas contra a AIDS” e formadores voluntários. Na parte da manhã, pretende-se ofertar mini-cursos, palestras, debates, oficinas, apresentação de filmes seguidos de grupos de discussão e produção de
material para a caminhada pelo Alto Vera Cruz. A duração do evento está prevista para ser de 08:00 h. às 16:00 h., horário de funcionamento do Programa Escola Aberta.
A saída da caminhada está prevista para as 13:00 h. e, durante o percurso, serão distribuídos folders, panfletos, material informativo sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes, para prevenção de AIDS/DST´s, redução de danos e camisinhas. O grupo de percussão Alto Batuque acompanhará o trajeto, mobilizando as pessoas da comunidade a participarem. Após percorrer ruas e becos do bairro, o destino final da passeata será na praça Padre Marcelo, onde acontecerá um show musical com os grupos culturais da comunidade. A distribuição de preservativos também será feita durante os shows musicais, onde os músicos conscientizarão os presentes da importância do uso do preservativo para se evitar gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.


CRONOGRAMA:
Outubro
Idealização do evento

Novembro
1ª reunião de mobilização
EMIP/PEA/NARPE/CCAVC/NUC/GERED-L/GCPF, GAPA/Sec. Mun. Saúde/ voluntários, representantes das bandas
2ª reunião de mobilização
Todos os envolvidos

Dezembro
Oficinas, cursos, filmes e caminhada pelo bairro Alto Vera Cruz
Encontro de avaliação do evento


CONSIDERAÇÕES FINAIS

É sabido que muitas entidades têm tentado desenvolver políticas públicas para o púbico juvenil, mais inclusivas e alternativas. Porém, o cenário atual é desalentador: já se fala em índice de mortalidade juvenil no Brasil. As pesquisas apontam que o país é um dos que onde mais se morrem jovens, vitimados por violência e acidentes automobilísticos. O Brasil tem sido comparado, inclusive, a países em guerra.
Conhecer a realidade dos jovens da periferia, saber lidar e compreender a diversidade de suas manifestações dentro de um processo de reflexão constante sobre os muitos conflitos por ele vivenciados pode tornar a escola o local de encontro, do prazer.
Não são necessários projetos mirabolantes. O mais importante é resgatar o protagonismo juvenil, criar condições para que os jovens atuem na melhoria da qualidade de vida da comunidade. Também é preciso considerar seus anseios, seus gostos e valores.
Uma sociedade inclusiva e democrática leva em consideração a realidade e o anseio dos sujeitos e deve fazer dos equipamentos públicos um espaço real de formação integral do ser humano, levando-se em conta suas variadas dimensões e potencialidades. Saber lidar e compreender tanta diversidade num processo constante de reflexão sobre os muitos conflitos vivenciados por seus atores, pode tornar a escola o local de uma aprendizagem significativa.
O que se propõe a fazer não é um grande evento para promoção de qualquer pessoa ou instituição. A contrapartida é o desenvolvimento social, a valorização da vida de pessoas que necessitam de maior amparo do poder público e da sociedade civil. Pretende-se potencializar o que temos,
envolvendo novos atores na construção de políticas públicas eficientes, de diminuição da violência e melhoria da qualidade de vida da população.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÀFICAS:
Matéria publicada no Portal Uai, por Elaine Pereira em 19/02/06
http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias ( jornal HOJE EM DIA – MG 29/11/04
www.aids.gov.br/data/Pages
www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias

CONTATOS:
Professora Sônia Carolina Ferreira
32775611/ 34831333
emip@pbh.gov.br

E. M. Gov. Carlos Lacerda



PROJETO DE ORIENTAÇÃO SEXUAL
Escola Municipal Governador Carlos Lacerda
1989 a 1995


Introdução:
A escola não pode ser um lugar onde se esteja só preocupado em fazer os alunos aprenderem um conhecimento acadêmico e sistematizado. A escola deve também estar preocupada com a formação integral da personalidade do aluno e numa dimensão maior ainda. Tudo deve ser discutido na escola, assuntos como morte, alegria, dor e prazer.
A escola tem papel na educação sexual dos educandos, uma vez que a televisão, revistas, jornais e outros meios de comunicação passam aos adolescentes uma visão errônea e deturpada do sexo, da sexualidade e da vida sexual.
Os alunos despertam para o sexo precocemente, tanto que as meninas menstruam mais cedo, portanto os anseios e curiosidades a respeito do sexo são cada vez mais prementes.
A liberação sexual não veio acompanhada de uma conscientização e orientação adequadas. Tabus e preconceitos sociais, impedem que a grande maioria das famílias sequer aborde assuntos de natureza sexual. Como forma de suprir esta carência, a escola deve oferecer oportunidades para que o indivíduo obtenha informações corretas a fim de esclarecer suas dúvidas mediante debates, opiniões e questionamentos a cerca do assunto.

Objetivos:
Salientar a importância da sexualidade no desenvolvimento da personalidade
Valorizar as igualdade entre os sexos
Desenvolver o senso de responsabilidade perante a sua sexualidade e a do outro
Conscientizar o aluno das conseqüências de uma gravidez precoce
Valorizar o próprio corpo, promovendo sua higiene e saúde
Ter caráter preventivo, ao facilitar o ajustamento sexual, afetivo e social

Estratégias:
Textos extraídos do livro “ Sexo para Adolescentes” de Martha Suplicy
Debates e discussões em sala de aula
Filmes da Enciclopédia Britânica
Algumas palestras

Atividades e Metodologia:
Sondagem entre os alunos de assuntos de seus interesses a serem abordados que nortearam o desenvolvimento do trabalho ( Caixinha de perguntas ).
Identificação das partes do corpo através de peças anatômicas
Discussão do livro “ O que está acontecendo comigo “
Texto sobre mudanças físicas
Dinâmica : Masculino ou Feminino?
Dramatização sobre temas como namoro, gravidez, masturbação, homossexualidade e DST
Transparências sobre menstruação

Questionário aos pais dos alunos:

Srs. Pais,
O Departamento de Ciências, para dar continuidade ao Projeto de Orientação Sexual iniciado no ano de 1989, por determinação do Ministério da Educação e Cultura, pede sua colaboração para responder os itens abaixo. Baseando em suas respostas, planejaremos as atividades deste ano. Um levantamento semelhante será feito junto aos alunos.
1.O sexo é um assunto discutido com naturalidade em sua família ?
2.Você acha importante que a Escola oriente seu filho sobre a temática sexualidade?
3.Você responde satisfatoriamente as dúvidas de seu filho sobre sexo?
4.Como você se sente diante do seu filho ao assistir cenas de caráter sexual na TV?
5.Você cria oportunidades para tratar deste assunto com seu filho?
6.Seu filho tem mais abertura para tratar deste assunto com o pai ou com a mãe?
7.Você tem alguma livro ou revista que trata de sexualidade de forma adequada para a idade ou expectativa de seu filho?
8.Você gostaria de dar alguma sugestão para nosso projeto de orientação sexual?

Este formato de questionário era endereçado aos pais de estudantes do final do 2º ciclo ( 5ª série ) e do início do 3º ciclo ( 6ª série ).

E. M. Agenor Alves de Carvalho

Dramatizações realizadas no ano de 1997, por estudantes do 3º ciclo do turno da manhã, em comemoração do dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Combate a Aids.
Temáticas como preconceito, transmissão e prevenção de Aids, uso de drogas injetáveis, cuidados com a saúde, mecanismo de ação do vírus HIV,prostituição entre outras foram abordadas pelos/as estudantes.
Ao final das apresentações, foi realizado um debate com estudantes, pais e professores/as sobre a importância da abordagem e da discussão de questões sobre sexualidade e afetividade nas escolas.





E. M. Dom Bosco

PROJETO: Afetividade e Sexualidade – 2008

Ao idealizarmos a implantação do projeto Afetividade e Sexualidade – BH de Mãos Dadas Contra AIDS na Escola Municipal Dom Bosco no ano de 2008, buscamos a parceria com o Núcleo de Relações Étnico Raciais e de Gênero.
Nós coordenadores do 2° e 3° ciclo já participamos e conhecemos o sucesso deste projeto na Rede Municipal de Educação de BH, por isso incentivamos nossos queridos alunos, professores, funcionários e pais a vivenciá-lo.
Sabemos que ao falarmos em afetividade e sexualidade estamos investindo no cuidado e respeito ao próximo e a si mesmo. Nós estamos aprendendo a viver e conviver na diversidade.
Formamos duas turma para participarem do curso, uma turma com professores e alunos do 2° ciclo e a outra turma com professores e alunos do final do 3° ciclo.
Temos consciência que é na adolescência que os sentimentos estão em ebulição e vivemos a vida intensamente. A juventude é a fase das grandes paixões, dos grandes ânimos e também desânimos. É o momento que os sentimentos não se apresentam de forma muito clara.
O adolescente desperta para a sexualidade, ele está se descobrindo e se transformando todos os dias. O adolescente se apaixona, se desilude, se interessa e se encanta pelo outro e com isso tudo vai amadurecendo.
Nós e os alunos estamos conversando e aprendendo durante o curso que ser afetivo é respeitar e aceitar as pessoas em suas diferenças e nas suas diversidades.
Tratamos também de assuntos como os cuidados com nossa saúde física, psicológica e social, uma vez que cada um dos envolvidos nesse projeto é parte de nossas vidas e que a nossa felicidade é influenciada pelas escolhas que fazemos.
Agradecemos à oportunidade de fazermos parte desta parceria. Obrigado(a).

Áurea Maria Dias Rosas – Coordenadora do 2° ciclo
Olkmey Rosas Filho – Coordenador do 3° ciclo
Professores, alunos, funcionários, pais, direção e toda comunidade.

11/07/2007

A SMED é notícia

Reportagens, entrevistas e matérias publicadas em periódicos sobre o Projeto Afetivo Sexual nas escolas da RME


DOM - dia 06 de outubro de 2008



























Periódicos da SMED


Publicação do Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (CAPE), que era composta de textos, dicas de filmes, agenda de eventos, relatos de experiências de escolas, projetos educativos e ilustrações de estudantes, com o objetivo de estabelecer um diálogo entre as escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte.1995




"Durante o processo de implantação do Projeto de Orientação Sexual nas escolas, os professores fizeram registros de sua prática na sala de aula, que foram discutidos nos grupos de supervisão, especialmente no que se refera à postura e à metodologia de trabalho...Os textos aqui reproduzidos são uma parcela desses trabalhos e ilustram a participação efetiva de professores e alunos no processo ensino/aprendizagem de sexualidade e da preveção de doenças sexualmente transmissíveis". GTPOS/SP. 1995




"Este caderno é um registro de um dos movimentos feitos na construção de reflexões que entregam o trabalho com Educação Sexual realizado pelo Centro de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação(CAPE), contendo a síntese de polêmicas enfrentadas, valores construídos e dúvidas compartilhadas." Shirley A. Miranda(Vice-Diretora CAPE).1998




"... há três anos, as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação de Belo Horizonte formalizaram uma parceria ... que tem como base a formação inicial nas escolas com professores/as, funcionários/as, estudantes e a aprovação de suas comunidades, cujo objetivo é incentivar a construção de uma proposta de educação afetivo-sexual, de caráter permanente... Esta revista é resultado dessa parceria." Helvécio M. Magalhaes Júnior ( Secretário Municipal de Saúde de BH ) e Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva ( Secretária Municipal de Educação de BH ).2006



Todo o material está disponível para consulta na Biblioteca do Professor/SMED, situada à Rua Carangola 288, 8º andar, no bairro Santo Antônio.

10/07/2007

Concepções de Educação Afetivo-Sexual




Moralista : baseia-se na defesa da “pureza”, da “castidade”, sexo só para reprodução

Erótica : prazer sexual como fim em si mesmo (auto-satisfação do corpo)

Biologista : mera transmissão de informações da biologia e fisiologia da reprodução

Patologista : enfatiza os aspectos problemáticos da sexualidade ( DST )

Dialógica conscientizadora : considera a natureza humana e o ser humano como unidade bio-psico-social e existencial.

As Raízes Históricas da Sexualidade


“Os adolescentes estão prontos a transformar qualquer desejo em ação. Dos desejos corporais, estão mais dispostos a ceder ao desejo sexual, não exercendo autocontrole.”
Aristóteles – 384-322 a C.


A visão da sexualidade no tempo nos ajuda a entendê-la não como proposta individual, mas sim vinculada a uma relação de poder de ordem político-econômica, cultural, social, religiosa, moral e ética, subordinando conceito e comportamento sexual do indivíduo a valores e instituições que evoluem de forma dinâmica, a cada época, nas diferentes civilizações.

Hebreus:
No Gênese a sexualidade é descrita como desejada por Deus e criada como algo bom
 Nas passagens bíblicas se observa uma estreita relação entre o sexo e a reprodução através do casamento

Gregos:
 O homem assumia uma posição especial desde o nascimento, recebendo educação formal ( música, poesia, aritmética, esportes ... )
 A mulher, ao contrário, não recebia educação formal.Ficava confinada em casa desde o nascimento até o casamento.
 Nota-se no casamento da época a completa dissociação entre o sexo-reprodução e o sexo-prazer
 Época dos Deuses Gregos: EROS – amor carnal, ÁGAPE – amor espiritual
 Amor platônico

Romanos:
“O marido é o juiz da esposa. Se ela cometeu uma falta, ele a castiga; se ela tomou vinho, ele a condena; se ela é culpada de adultério, ele a mata “ , segundo as palavras de Catão.
 Os romanos eram rigorosamente monogâmicos
 O casamento era uma questão pessoal e não requeria sanção religiosa ou governamental, apenas o consentimento paterno.
 Apesar da mulher ter conquistado alguns direitos e uma certa liberdade, ela ainda era vista como objeto
 Época de extravagâncias, prazeres, grandeza e glória

Cristianismo:
A virgindade foi mais exaltada
 A poligamia abolida
 As relações sexuais eram permitidas apenas para a procriação
 Nova religião que escarnecia e castigava os prazeres
 É aceito que o Cristianismo aperfeiçoou a natureza bárbara do homem, fazendo-o voltar-se para o seu próximo, para o amor altruísta e também proporcionou novas oportunidades para a mulher.

Idade Média:
 Para a nobreza, a virgindade deveria ser preservada até o casamento
 Para os camponeses, não havia esta imposição de se manter a virgindade
 O casamento era um contrato comercial
 Sociedade de caráter machista
 Há poucas referências à felicidade verdadeira ou à satisfação emocional na relação matrimonial

Renascença:
 Luta entre a religião da Idade Média e o Humanismo da Renascença
 A mulher foi glorificada por Botticelli, Giorgione e Ticiano
 Do séc.XVI para o XVII, o Iluminismo fizera com que o sexo não parecesse tão pecaminoso nem tão repulsivo.
 Homens e Mulheres podiam começar a associar o Sexo com o Amor

Idade da Razão:
 O racionalismo de Galileu e Newton marcaram a época com as descobertas científicas
 O dogmatismo religioso deu lugar à razão
 As classes sociais mais elevadas buscavam o prazer desvinculado do afeto e do matrimônio
 A mulher desta época, já adquiriu maior número de direitos
 Datam desta época, também, as leis mais liberais no que diz respeito ao divórcio

Romantismo:
 Caracterizado pelo movimento literário, político e social – ROMANTISMO
 Presença marcante de sentimentos melancólicos e tempestuosos
 Os românticos restringiam sua sexualidade e deixavam fluir torrencialmente suas emoções
 Era o nascimento da ERA VITORIANA que foi caracterizada por uma veneração exagerada da vida doméstica e do amor romântico
 Modelo de felicidade conjugal – “anjo do lar “

Século XX :
 Morton Hunt, em seu livro “The Natural History of Love”, chama a nossa era de “A Idade do Amor”, pois nunca se dedicou tão elevada consideração ao amor
 Surgimento da Psicanálise de FREUD com suas teorias acerca da sexualidade humana
 Movimento Feminista – direitos financeiros e sociais,direito ao voto, liberdade sexual, aborto , pílula anticoncepcional.
 Revolução Industrial – abertura no mercado de trabalho
 Desenvolvimento dos meios de comunicação – telefone, revistas, filmes, automóvel, televisão...
 Maior liberdade sexual

Século XXI:
 AIDS, Viagra, Terapia sexual, Metrossexual, Inseminação Artificial, HPV, pílula do dia seguinte ...

ADAPTADO DO LIVRO :
LAPATE,Vagner. Educando para a vida: sexualidade e saúde. Sttima. São Paulo 1999

Glossário de Sexualidade



Sexo é uma palavra usada em dois sentidos diferentes: um refere-se às diferenças entre o sexo masculino e o sexo feminino e o outro se refere à parte física da relação sexual.

Sexualidade vai além dos limites do ato sexual e inclui sentimentos, fantasias, desejos e sensações.

Afetividade se refere ao conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer, satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.



Gênero se refere à forma como se manifesta, na cultura e na sociedade, a identidade sexual dos indivíduos. As relações de gênero são um dos principais componentes de formação de nossa identidade pessoal.Contudo, é a partir das relações de gênero que podem ser acentuadas ou minimizadas situações como preconceito ou estigma em relação a grupos ou indivíduos.


Orientação sexual é a atração afetiva e/ou sexual que uma pessoa sente pela outra, a orientação existe num continuum que varia desde a homossexualidade exclusiva até a heterossexualidade exclusiva, passando pelas formas de bissexualidade.

Homossexualidade é a atração afetiva e sexual por uma pessoa do mesmo sexo. Da mesma forma que a heterossexualidade (atração por pessoa do sexo oposto) não tem explicação, a homossexualidade também não tem.

Identidade de gênero se refere a como uma pessoa se identifica ( se a mesma se identifica como sendo um homem, uma mulher ou se a mesma vê a si como fora do convencional), mas pode também ser usado para referir-se ao gênero que certa pessoa atribui ao indivíduo tendo como base o que tal pessoa reconhece como indicações de papel social de gênero (roupas, corte de cabelo, etc).

Transexualidade
refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente a designado no nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo da sexo oposto. Usualmente o homens e a mulheres transexuais apresentam uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico desejam fazer uma transição de seu sexo de nascimento para o sexo oposto com alguma ajuda médica (terapia de redesignação de gênero) para seu corpo.



Travestilidade se refere à pessoa que apresenta sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento, mas que não almeja se submeter à Cirurgia de Redesignação Sexual. É uma condição identitária e não uma orientação sexual. Portanto, as pessoas que se autodenominam travestis podem se identificar como homossexuais, heterossexuais ou bissexuais.A palavra travesti é também utilizada (embora mais raramente) para identificar pessoas que vivem o seu género de forma oposta ao sexo designado no nascimento apenas em alguns períodos do seu dia-a-dia por diversas razões, algumas das quais não diretamente relacionadas com identidade de género no seu sentido mais restrito, mas às suas profissões (como drag queens e transformistas).

FONTE DE CONSULTA: Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e Cartilha do programa "Brasil sem Homofobia" do MEC

Texto :18 anos de trabalho na Rede Municipal de Ensino


Educação Afetivo-Sexual:18 anos de trabalho na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte.
Cláudio Eduardo Resende Alves

A sexualidade é algo que se constrói e aprende, parte integrante do desenvolvimento da personalidade, capaz de interferir da alfabetização ao desempenho escolar, sendo assim, a escola não pode ignorar essa dimensão do ser humano.
O trabalho com Educação Afetivo-Sexual procura ajudar crianças, adolescentes jovens e adultos/as a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação mais clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis a respeito de sua vida sexual, agora e no futuro.
Sendo o ser humano um ser sexuado, não podemos negar que essa sexualidade esteja inscrita no corpo dos/as estudantes. Corpo esse que possui uma cor, um gênero, um objeto de desejo, uma orientação sexual etc. A educação deve considerar todos os aspectos da dimensão humana durante o processo de aprendizagem, afinal como estabelecer um diálogo na sala de aula desconsiderando todas as alterações psíquicas e orgânicas pelas quais os sujeitos ( estudantes e professores/as) estão submetidos ao longo da vida?
Um corpo estagnado e passivo atrás de uma carteira durante as aulas, sem vivenciar sua identidade e sem interagir com o outro, não conseguirá se envolver de forma efetiva no processo de construção do conhecimento. Ao passo que no momento em que esse corpo ganha voz e tem oportunidade de se expressar, ele passa a ser protagonista do seu próprio saber.
A Educação Afetivo Sexual na RME ao longo dos últimos 18 anos tem se configurado enquanto um processo dinâmico, através de projetos de capacitação de profissionais, publicações, parcerias com outras secretarias e outros estados, seminários, movimentos de mobilização social entre outros.As primeiras experiências com afetividade e sexualidade na Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte datam do final da década de 80, através de projetos desenvolvidos isoladamente em algumas escolas, na sua grande maioria em aulas divididas com outras disciplinas como laboratório, ciências ou artes.
No início da década de 90, com a criação do CAPE – Centro de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação, a discussão de afetividade e sexualidade centralizou-se, culminando com cursos de capacitação destinados a todos/as professores/as da Rede Municipal de Ensino. (“Projeto Brasil de Capacitação em Orientação Sexual”, 1994, uma parceria entre Ministério da Saúde, Fundação MacArthur e GTPOS de São Paulo – Grupo de Trabalho de Pesquisa em Orientação Sexual).
Após a finalização desse curso de capacitação em 1995, seis profissionais foram selecionados para integrar o Núcleo de Sexualidade do CAPE. No ano de 1996, foram escolhidas algumas escolas da rede para atuarem como escolas-pólo em cada regional. O curso foi oficialmente apresentado para toda a rede de ensino no “Seminário Estratégico Sexualidade na Escola – Gênero, Valores e Afetividade” realizado no mês de abril no CAPE.
No ano de 1998 os Parâmetros Curriculares Nacionais legitimam a Educação Afetivo-Sexual como tema transversal. Entretanto, no período compreendido entre os anos de 1999 e 2003, as atividades com sexualidade se descentralizam novamente.
Já em 2004, com a constituição do Núcleo de Relações Étnico-Raciais e de Gênero da SMED e com a parceria com a Secretaria Municipal da Saúde, a discussão sobre sexualidade, gênero e prevenção é retomada formalmente. Nos anos seguintes, inúmeras escolas aderem ao programa de formação intersetorial e implementam projetos próprios de sexualidade e saúde nos diversos ciclos de formação, além de participar das edições anuais da “Caminhada de apoio à luta contra a Aids”. Em 2005, é realizado o “Seminário Saúde e Educação de mãos dadas contra a Aids”, com a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelas escolas. Em 2006, algumas escolas envolvidas no programa foram selecionadas para participar do “VI Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e Aids” realizado em Belo Horizonte, um momento ímpar na discussão de políticas públicas no Brasil. Esse mesmo ano se encerra com o lançamento da revista “Saúde e Educação de mãos dadas contra a Aids”, solidificando assim a parceria entre as Secretarias Municipais de Educação e da Saúde.
No histórico de ações do CAPE no campo da Educação Afetivo Sexual, momentos de intensa atividade como os intervalos entre 1994 e 1996 e entre 2004 e 2006 foram intercalados por outros de repouso e até mesmo de certa estática, como as lacunas de 1997 a 1998 e de 1999 a 2003. Efetivamente, o dinamismo e o estático constituem o processo de construção do conhecimento.
Segundo FREIRE ( 1983 ), “Mudança e estabilidade resultam ambas da ação, do trabalho que o homem exerce sobre o mundo. Como um ser da práxis, o homem, ao responder aos desafios que partem do mundo, cria seu próprio mundo ... um mundo da linguagem, dos sinais, dos significados e dos símbolos.”
Um desses desafios impostos pelo mundo sobre a educação é a constante troca, entre escolas, ciclos ou turnos, de professores/as, coordenadores/as pedagógicos/as, diretores/as e estudantes durante as mudanças de ano. Para se trabalhar com sexualidade é preciso um ambiente confiável e seguro, onde os integrantes se sintam a vontade para posicionar-se e escutar a posição do outro com respeito. A relação entre os pares de um grupo de discussão se baseia na confiança mútua, através da criação de contratos de compromisso e respeitabilidade. Com a saída, troca ou mesmo a entrada de algum membro novo, o ambiente antes favorável pode se tornar hostil e desarmonioso, desestimulando assim a continuidade das atividades.
A organização política do CAPE atuou como elemento de equilíbrio, quando incorporou novas práticas, comportamentos e posturas ao substrato do projeto. Entretanto, a ausência de uma memória formal prejudicou a continuidade das atividades na SMED ao longo desses anos. Quando o Núcleo de Sexualidade se desfez, os profissionais retornaram para suas respectivas escolas e os trabalhos sobre sexualidade se descentralizaram em algumas regionais ou escolas. Inúmeros registros como textos, formulários, fotos, vídeos, lâminas, artigos de jornal, bibliografias e materiais de suporte pedagógico foram perdidos.
Outros fatores a serem considerados no avanço ou não dos projetos podem ser chamados de internos, como a motivação pessoal, a auto-estima, a identificação entre os pares e a construção da identidade de gênero, de raça, social, cultural e política. Apesar de ser um processo individual, ele é marcado e demarcado pelo coletivo, especialmente na pré-adolescência e adolescência quando a concepção de identidade se encontra intrinsecamente subordinada a valores e relações de poder do coletivo. A educação, enquanto instituição, configura-se nessa relação de (des)equilíbrio entre o sujeito e o meio social.
Qualquer organismo vivo em relação ao seu meio apresenta múltiplas formas conscientes e inconscientes de equilíbrio, tanto o orgânico com órgãos de regulação da homeostase corporal, quanto o mental com o dinamismo do aparelho psíquico. PIAGET ( 1998 ) afirma que “O importante... não é o equilíbrio enquanto estado, mas sim o próprio processo de equilíbrio. O equilíbrio é apenas um resultado, enquanto que o processo, como tal, apresenta maior poder explicativo. “
Sendo o ser humano um ser inacabado e sabendo-se inacabado, a busca pelo equilíbrio em todos os aspectos da vida, inclusive e principalmente no educacional, é constante e permanente. Afinal, haveria educação se o ser humano fosse um ser acabado?

ALMEIDA, Fernanda Lopes e LOPES, Fernanda de Castro. O equilibrista. Ática. São Paulo. 1994

AIBÊ, Bernardo. A Ovelha Negra. Mercúrio jovem. São Paulo. 2000

BREMMER, Jan. De Safo a Sade. Papirus. São Paulo. 1995

DIOUF, Sylviane. As tranças de Bintou. Cosac & Naify. São Paulo. 2001

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. v.1: A vontade de saber. 11ª ed. Rio de
Janeiro: Graal, 1988

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança . Paz e Terra. Rio de Janeiro. 1983

GRAVELLE, Karen. O que está acontecendo aí embaixo. Cia das Letras. São Paulo. 2000
_________________ Não se incomode. Cia das Letras. São Paulo. 2000

LAPATE,Vagner. Educando para a vida: sexualidade e saúde. Sttima. São Paulo 1999

LOURO, Guacira . “Pedagogias da Sexualidade” in LOURO, Guacira ( org. ) O Corpo
Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte. Autêntica, 2001.

_______________ Gênero,sexualidade e educação.Uma perspectiva pós-estruturalista.
Petrópolis: Vozes, 1997

MURARO, Rose Marie. História do Masculino e do Feminino. Zit Editora. Rio de Janeiro. 2006

PARIS, Ginette. Meditações Pagãs- Coleção Psicologia Analítica. Vozes. São Paulo 1994.

PARKER, Richard. Corpos, prazeres e paixões: A cultura sexual no Brasil contemporâneo. São Paulo. Best Seller, 1991.

PLATÃO. O Banquete. Tradução, introdução e notas do Prof. J. Cavalcante de Souza. Bertrand Brasil.Rio de Janeiro. 1995

REIDER, Katja e ROEHL, Ângela. Orelha de Limão. Brinque-Book. São Paulo.2006

SUPLICY, Marta. Guia de Orientação Sexual: diretrizes e metodologia. Casa do
Psicólogo. São Paulo. 1994

TEIXEIRA, Inês e LOPES, José. A diversidade cultural vai ao cinema. Autêntica. Belo Horizonte. 2006

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Sexo na cabeça. Objetiva. Rio de Janeiro. 2002

Texto:Educação e Sexualidade - breve relato de trabalho

Texto retirado do periódico "CARPE DIEM", publicado pela Secretaria Municipal de Educação em setembro de 1996, Ano V, número 8.


Clique na figura para ampliar e ler.

O periódico na íntegra está disponível na biblioteca do professor da SMED.

Projeto Brasil - Orientação Sexual e Prevenção das DSTs/AIDS nas escolas das Redes Municipais de Ensino




Projeto Brasil - Orientação Sexual e Prevenção das DSTs/AIDS nas escolas das Redes Municipais de Ensino ( Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia, Recife e Santos)
Financiado pelo Ministério da Saúde com apoio da Fundação MacArthur.
Realizado pelo GTPOS(Grupo de trabalho e pesquisa em orientação sexual) 1994 a 1995


Relação dos profissionais de educação e respectivas escolas selecionadas para o Projeto Brasil – 1994/1995

Adriana Moura -EM Gonzaga Júnior;Atiná P. Cordeiro -EM Geraldo Teixeira da Costa;Clarice Coelho -EM Henriqueta Lisboa;Cláudia Maria Lopes-EM Israel Pinheiro;Claudio Eduardo Resende Alves -EM Governador Carlos Lacerda;Clélia Márcia C.Andrade EM Mestre Ataíde;Eliana Márica Diniz -EM Eleonora Pierucetti;Fernanda Tavares IMACO;Floripes Maria Soares -EM Tristão da Cunha;Gláucia Maria Pinto -EM São Rafael; Gylton Brandão Matta -EM Alcida Torres; Irizete da Conceição -EM Mário Werneck; Ivanete M. Lourenço -EM Isaura Santos; Kátia Cristina Ribeiro -EM Tancredo Phídeas; Lêda Maria Couto Silva -EM Governador Carlos Lacerda;Luiza M. F. Silva -EM Geraldo Teixeira da Costa;Margarete R. Rocha -EM Wladimir de Paula; Maria Angela Aparecida -EM Santa Terezinha;Maria da Conceição Silva -EM Isaura Santos; Maria Elizabeth F. Haas -IMACO; Maria Leonarda Assis -EM Isaura Santos; Marília T de Oliveira -EM Vicente Guimarães; Marta Villefort de Andrade -EM Mestre Ataide; Mary Ribas Passagli -EM Eleonora Pierucetti; Paulo Henrique Nogueira -EM Agenor de Carvalho; Rosângela Leite Souza -EM Israel Pinheiro; Sebastiana M. Pinheiro -EM Isaura Santos; Simone J. R. Brandão -EM Padre Madessoti; Valéria Zanini Tameirão -
EM Santos Dumont


EQUIPE DO NÚCLEO DE SEXUALIDADE DO CAPE:
Lêda da Andrade e Silva
Eliza Maria Machado de Queiroz
Margarete Parreira Miranda
Vanda Eliza Martins Costa Pereira


Após a capacitação dos/as professores/as em Orientação Sexual pelo Projeto Brasil ao final do ano de 1995, seis profissionais foram selecionados para integrar o Núcleo de Sexualidade do CAPE:Cláudio Eduardo Resende Alves, Irizete Cifani da Conceição, Maria da Conceição Oliveira, Mary Ribas Passagi, Paulo Henrique Queiroz Nogueira e Rosângela Leite Souza.
Uma vez configurado o grupo de profissionais, foram realizadas reuniões para planejamento, sistematização e elaboração das atividades a serem executados no ano seguinte.
No ano de 1996, o Núcleo de Sexualidade do CAPE iniciou seu trabalho de multiplicação da capacitação nas regionais da RME. Foram escolhidas algumas escolas da rede para atuarem como escolas-pólo em cada regional, a fim de subsidiarem os cursos de capacitação.
O curso foi oficialmente apresentado para toda a rede no Seminário Estratégico “Sexualidade na Escola – Gênero, Valores e Afetividade” realizado nos dias 25 e 26 de abril no CAPE. Nesse seminário, a proposta de trabalho com afetividade e sexualidade foi desenvolvida tendo a metodologia dialógico-participativa como diretriz geral. Os palestrantes discutiram nos dois dias do evento quais seriam os principais tópicos para se desenvolver um projeto na escola.
No mês de junho, se iniciou o curso de capacitação com a carga horária de 40 horas/aula dividida em 10 encontros semanais de 4 horas/aula cada. O trabalho foi organizado da seguinte forma:

1. Divulgação entre as escolas
2. Inscrição dos/as professores/as
3. Início dos encontros semanais
4. Escolha de temas de interesse
5. Reuniões de planejamento no CAPE
6. Supervisão dos projetos em desenvolvimento
7. Término dos encontros semanais
8. Avaliação dos encontros
9. Implementação dos projetos nas escolas
10. Levantamento de propostas para o próximo ano

PARCERIA:


Projeto MISA - Multiplicadores de Informações sobre Aids



Formação de jovens adolescentes como multiplicadores de informações sobre Aids
Projeto Piloto de parceria entre o GAPA-MG (Grupo de Apoio à Prevenção da Aids) e a Escola Municipal Governador Carlos Lacerda
Ano de Realização 1995

JUSTIFICATIVA:
A epidemis de HIV/AIDS é um fato social e, muito mais que uma doneça, já se tornou um grave problema social.
A AIDS traz problemas psicológicos e seu controle e tratamento exigem gastos financeiros bastante elevados.
No entanto a contaminação pelo HIV pode ser evitável desde que se conheçam bem suas formas de transmissão, os meios de se evitar a contaminação e que se predispunham à mudanças de hábitos e comportamentos.
Aprendendo a se proteger, desaparecem os medos infundados e. inclusive, as pessoas não mais fugirão dos indivíduos com Aids, com receio de ficarem contaminadas.
Como a AIDS ainda é uma doença incurável, os remédios mais eficazes são a informação e a educação, para evitá-la, e a solidadriedade, para minimizar suas consequências.

OBJETIVOS:
Este treinamento pretende motivar e preparar jovens para se protegerem contra a contaminação pelo vírus da AIDS e para agirem contra a disseminação da epidemia em seu ambiente escolar, atuando como multiplicadores de informações sobre AIDS.

TREINAMENTO:
Será oferecido pelo GAPA-MG, sem ônus para a Escola Municipal Governador Carlos Lacerda. Ele consiste em duas etapas:

1ª etapa: treinamento propriamente dito, com duração de 16 horas, a ser realizado nos dias 15 a 17 de março de 1995, no horário de 14h00 às 18h00.
2ª etapa: supervisão com duração de 21 horas, sendo 3 horas por quinzena ( março, abril e maio ) e 2 horas por mês ( junho, agosto e setembro )

CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO:
O grupo de multiplicadores, no máximo 15 integrantes, será selecionado segundo os seguintes critérios:
Manifestação espontânea
Estudantes da 8ª série ou do 1º ano do Ensino Médio
Ambos os sexos
Com idade entre 14 ou 15 anos completos
Disponibilidade para realizar atividades na escola

PAPEL DA ESCOLA:
Oferecer apoio às atividades a serem desenvolvidas posteriormente pelos jovens multiplicadores, bem como fornecer todo o material necessário à sua ação, além de agir como facilitadora de todo o processo.

Exposição realizada na escola no dia 1º de Dezembro de 1995 para a comemoração do dia mundial de combate a Aids. Foram utilizados cartazes e folders emprestados pelo GAPA/MG.

09/07/2007

Participação em Seminários e Congressos




XXXII Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia
16 a 19 de maio de 2007
Local: Expominas de Belo Horizonte
Representantes de escolas e de unidades municipais de educação infantil (UMEI) da rede municipal de ensino de Belo Horizonte, estiveram presentes no Fórum: " Sexualidade do Adolescente para Educadores", momento especial criado dentro da programação do congresso direcionado especialmente para educadores da RME.
Além disso, a SMED montou um estande com folders, publicações, cartazes e banners sobre os projetos de educação afetivo-sexual desenvolvidos nas escolas, durante todos os dias do evento.



VI Congresso Brasileiro de Prevenção das DSTs e Aids
4 a 7 de novembro de 2006
Local: Minascentro
Dentro da programação do evento que incluía peças teatrais, exibição de filmes, desfile de moda (DASPU), mesas de debates, apresentação de projetos, exposição de banners e divulgação de materiais, havia um espaço dedicado à educação.
Nesse espaço, as escolas municipais de Belo Horizonte: E. M. Maria Silveira e E. M. João do Patrocínio, que desenvolvem projetos de Educação Afetivo Sexual, foram selecionadas e convidadas para apresentarem suas experiências nas modalidades oral e banner.


Encontro Internacional Sexualidade & Cidadania
9 a 12 de agosto de 1995
Local: Centro do Convenções da Associação Mádica de Minas Gerais
As profissionais da educação Vanda Elisa Pereira Martins e da saúde Maria Bernadete Alvarenga participaram das seguintes mesas redondas "Gravidez e Anticoncepção na Adolescência, a teoria na prática" e " Prostituição - sexualidade e marginalidade".
Outros profissionais do CAPE/SMED integraram a comissão que organizou, planejou e executou as atividades apresentadas do evento.



Simpósio: "Orientação Sexual - um imperativo e uma possibilidade"
24 e 25 de maio de 1996
Local: Casa do Psicólogo - São Paulo
O GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual)coordenou e mediou nos dois dias do evento, inúmeras mesas de debate sobre as temáticas: A LDB e as mudanças propostas para a Educação; Implantação Nacional de Orientação Sexual nas escolas: implicações legais e práticas; Orientação Sexual: metodologia e trabalho; Aids: concepções da prevenção, entre outras.
Participaram do evento Marta Suplicy, Esther Grossi, Yara Sayão, Antonio Carlos Egypto, educadores/as e psicólogos/as.
Representantes do CAPE/SMED apresentaram o projeto de Educação Afetivo-Sexual desenvolvido nas escolas da rede municipal de ensino de Belo Horizonte.



Seminário Estratégico : "Sexualidade na Escola - Gênero, Valores e Afetividade"
25 e 26 de abril de 1996
Local: CAPE/SMED
Apresentação da proposta de trabalho com afetividade e sexualidade para as escolas da RME, tendo a metodologia dialógica-participativa como diretriz geral. Durante os dois dias do evento, foram discutidas e analisadas todas as etapas do desnvolvimento de um projeto sobre sexualidade nas escolas. Desde a sensibilização da comunidade, passando pela materialidade e escolha dos temas até a proposta de uma avaliação de caráter permanente.
Estiveram presentes, professores/as, psicólogos, pedagogos/as e representantes da Secretaria Municipal de Saúde.


Iº Seminário " Saúde e Educação de mãos dadas contra a Aids"
30 de setembro e 01 de outubro de 2005
Local: Auditório do Imaco
No encontro, as sete escolas municipais que participaram do projeto-piloto desenvolvido pelas secretarias de Saúde e Educação contaram suas experiências. O "BH de Mãos Dadas Contra a Aids" leva informações sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis a jovens entre 13 e 19 anos, estudantes de escolas públicas do município e aos usuários dos centros de saúde
Apresentações artísticas de estudantes e professoras, debate e reflexão sobre os projetos de educação afetivo-sexual realizados nas escolas da RME e avaliação das políticas públicas de prevenção as DSTs e Aids.

08/07/2007

Oficina: Construindo rótulos de contraceptivos

Oficina realizada na Escola Municipal Governador Carlos Lacerda no ano de 19995.
Parceria entre o professor de Biologia e a professora de Artes do 3º ciclo do turno da tarde.
A partir da análise de propagandas e estratégias de marketing, surgiu a idéia da criação de embalagens de métodos contraceptivos pelos/as estudantes que frequentavam o curso de educação afetivo sexual oferecido pela escola.
Materias como papel reciclado, plástico e papelão foram utilizados nas embalagens, que ganharam nomes, características gerais e informações como modo de uso, forma de conservação e validade.
Cores, formatos, texturas e frases de efeito foram considerados durante a ofcina.
Ao final, os grupos de estudantes criaram "jingles" para a apresentação dos produtos através de comerciais. Alguns grupos inovaram através da criação de histórias em quadrinhos que acompanhavam as embalagens.
Alguns exemplos de embalagens foram os preservativos "ROLA" e "JONEX" e a pílula anticoncepcional " NÃO VEM QUE NÃO TEM".





A descrição completa da oficina foi publicada no periódico " Projeto Brasil", disponível na biblioteca do professor na SMED.

Oficina do Corpo






Estereótipos e a (de)formação da imagem corporal:
síntese de uma atividade comentada

Cláudio Eduardo Resende Alves

Resumo: A sexualidade está em constante diálogo com os desafios enfrentados pela instituição escolar contemporânea. Desafios esses que estão calcados nas diferenças entre os sujeitos (cor, sexo, gênero, orientação sexual, classe social) e em como as representações dessas diferenças se expressam no cotidiano escolar. A Escola Municipal Maria Silveira desenvolve um projeto afetivo-sexual baseado na metodologia dialógico-participativa, na qual estudantes e profissionais discutem temas como corporeidade, preconceito, respeito e diversidade em busca de uma ampliação de consciência sobre si mesmo e sobre o outro.

Palavras-Chaves: Corporeidade, Diferença, Educação de Jovens e Adultos e Sexualidade.



Escola, sexualidade e as representações das diferenças

Desigualdades e diferenças são produzidas e exercidas na instituição escola. Ela se incumbiu de separar os sujeitos através de múltiplos mecanismos de classificação, ordenamento e hierarquização. Mecanismos esses que muitas vezes reproduzem comportamentos estereotipados culturalmente e socialmente na civilização ocidental. A escola delimita espaços, ela afirma o que pode ou não pode fazer, ela separa e institui. Informa o “lugar” das crianças, dos adolescentes e dos adultos; dos meninos e das meninas.

Não existe um “modelo padrão” de escola a ser seguido e cultuado. Por mais que possa nos parecer autoritária a instituição escola ao longo da história da humanidade, o mundo globalizado aportou definitivamente no planeta, despertando múltiplas formas de constituição dos sujeitos implicados na concepção, na organização e no fazer cotidiano escolar.

A percepção dos tempos e espaços escolares não é concebida do mesmo modo por todos os sujeitos, exigindo que a escola fique diversa: organização, currículo, docentes, regulamentos e avaliações. Tais critérios de diversificação podem garantir e também produzir as diferenças entre os sujeitos.

Cada sujeito é igual – entre os demais de sua espécie - e diferente – ao afirmar a exclusividade de seus desejos, de sua identidade e de suas múltiplas formas de expressão de sentimentos para consigo mesmo, para com a cultura e para com o outro. Essa ambivalência permeia as relações escolares provocando angústia, dúvida e dificuldade relacional.

A sexualidade, do ponto de vista psicológico, é construída a partir da diferença e do limite entre “o Eu e o mundo”, entre “o Eu e o outro”, entre a psique e o corpo, entre o privado e o público. O cidadão de uma grande metrópole não se comporta sexualmente como um cidadão da zona rural. As diferenças podem ser apontadas nos papéis sexuais do homem e da mulher, nos jogos de atração, na linguagem gestual e corporal e até nas liberdades permitidas e não permitidas no ato sexual.

A sexualidade é algo que se constrói e aprende, parte integrante do desenvolvimento da personalidade, capaz de interferir da alfabetização ao desempenho escolar, sendo assim, a escola não pode ignorar essa dimensão do ser humano e tem de investir na formação de profissionais e agentes multiplicadores para essa grande tarefa.

O trabalho com Educação Afetivo-Sexual procura ajudar crianças, adolescentes e adultos a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis a respeito de sua vida sexual, agora e no futuro.

Um dos grandes desafios em trabalhar com Educação Afetivo-Sexual nas escolas refere-se à resistência em lidar com a temática dentro e fora da sala de aula. A sexualidade no universo escolar é tópico polêmico, considerando a multiplicidade de visões, crenças e valores dos diversos atores e atrizes (estudantes, pais, professores, direção entre outros), assim como os tabus e interditos que socialmente e historicamente cercam temas que lhe são relacionados. Segundo pesquisa realizada pela UNESCO em 14 municípios brasileiros sobre sexualidade e educação (ABRAMOVAY, 2004), no imaginário de alguns pais, professores e estudantes, a díade educação/sexualidade é sempre um ingrediente exótico no currículo escolar e nem sempre desejada. É muito comum os professores admitirem a dificuldade em trabalhar com sexualidade e afetividade em sala de aula, pois a falta de preparo e de capacitação para trabalhar com os temas transversais sugeridos pelos PCNs, Parâmetros Curriculares Nacionais, vão para além da informação passando por experiências de vida pessoal, o que deixa muitos professores constrangidos a se posicionarem perante temas polêmicos como aborto ou diversidade sexual.

A escola, sendo também um espaço que deveria congregar os pais dos alunos, tem possibilidade de colaborar para que a família também reflita sobre como vem lidando com as relações não discriminatórias, a ética de convivência nas relações afetivo-sexuais e a ruptura na cadeia de reproduções de tabus e intolerâncias.

As primeiras experiências com afetividade e sexualidade na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte datam do final da década de 80, através de projetos desenvolvidos isoladamente em algumas escolas, na maioria em aulas divididas com outras disciplinas como laboratório, ciências ou artes. No início da década de 90, com a criação do CAPE – Centro de Aperfeiçoamento de Profissionais da Educação, a discussão de afetividade e sexualidade centraliza-se e toma novos rumos com o surgimento de espaços para reflexão e debate dentro da própria Secretaria Municipal de Educação. A partir dos anos 2000, novas parcerias são estabelecidas entre a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos do poder público, o que tem permitido até hoje investimentos diversos em cursos de capacitação e supervisão nas escolas da Rede Municipal de Educação.

As escolas municipais de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do ensino noturno têm sido as mais interessadas e envolvidas em cursos de formação e aperfeiçoamento sobre a temática afetivo-sexual. Segundo Nilma Limo Gomes, a EJA pode ser compreendida como sendo “... um conjunto de práticas, vivências e propostas que lidam diretamente com a construção social, histórica e cultural das categorias de idade.” (GOMES, 2005). Os jovens e adultos vivenciam múltiplas e diferentes experiências sociais e humanas no espaço escolar e fora dele. A diferença geracional é determinante no cotidiano, na organização e na práxis escolar da EJA. Considerando-se a educação de jovens e adultos como um espaço de diversidade, a vivência saudável da afetividade e da sexualidade constitui-se como um importante substrato para a construção da identidade, da auto-imagem e do equilíbrio frente aos desafios da existência, em especial os desafios impostos por uma sociedade que segrega as camadas menos privilegiadas.

As diferenças estão bem representadas e demarcadas na EJA, de um lado está o jovem que é apontado muitas vezes pelo senso comum docente como “o” problema, sendo enfatizado o seu descompromisso, seu desrespeito, sua indisciplina e sua rebeldia externada pela simbologia corporal (piercing, tatuagem, vestuário, linguagem, gestual etc.). Do outro lado está o adulto, antagonizando o estereótipo juvenil, interessado e comprometido, mas nem sempre alcançando as metas curriculares desejadas.

Diante da realidade social, histórica e cultural da educação da escola brasileira e do quadro das desigualdades e diferenças sociais do Brasil, cabe aos educadores uma tomada de postura diante dos sujeitos da educação de jovens e adultos que reconheça e valorize tanto as semelhanças, quanto as diferenças como fatores imprescindíveis a qualquer projeto educativo e social que se pretenda democrático.

Uma experiência da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte na EJA

A Escola Municipal Maria Silveira situa-se no Bairro São Bernardo, um bairro da zona norte de Belo Horizonte, e funciona em três turnos: manhã, tarde e noite. O perfil discente da Educação de Jovens e Adultos – EJA- do turno da noite é constituído por estudantes entre 15 e 75 anos, que exercem profissões como doméstica, ajudante de serviços gerais, pedreiros, vigias, cozinheiras, autônomos entre outros. A maioria de credo religioso evangélico neo-pentecostal, com hábitos de assistir programas de TV e que apontam a violência e o saneamento básico como os principais problemas enfrentados pela comunidade onde vivem..

O Projeto de Educação Afetivo Sexual da escola é desenvolvido desde 2004, envolvendo professores/as, funcionários/as e estudantes da EJA nos processos de criação, preparação e realização das atividades de intervenção no coletivo escolar. As temáticas abordadas no projeto são apontadas em reuniões coletivas e através de enquetes realizadas junto ao coletivo escolar, sendo recorrentes a gravidez na adolescência, a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, a diversidade sexual, a masturbação, o prazer e a responsabilidade. A enturmação dos estudantes durante as atividades desenvolvidas no projeto se diversificou, podendo ser turma de jovens separada de turma de adultos, turmas mistas, turma só de homens, turma só de mulheres ou ainda todo o coletivo da escola reunido, de acordo com a disponibilidade ou inibição que emergem nos grupos durante as aulas.

Dentre as inúmeras atividades realizadas como dinâmicas, painéis, debates, dramatizações, jogos coletivos, sessões de filmes comentados, palestras com profissionais da saúde e representantes dos movimentos sociais, promoção de feiras de cultura em parceria com o Centro Cultural da comunidade local, participação em seminários e congressos, merece destaque a oficina de corporeidade, seja pelo grande envolvimento do coletivo escolar ou pelo alcance das discussões que se refletiram na mudança de atitude frente à diversidade humana e na ampliação de consciência sobre si mesmo e sobre o outro. A metodologia desenvolvida no projeto é dialógico-participativa, na qual os envolvidos têm voz, expõem seus pontos de vista e dialogam com outras formas de ver e pensar a sexualidade humana. A oficina de corporeidade foi realizada por todas as turmas de estudantes, com duração aproximada de um mês, dividida em três módulos.

Módulo 1: Modelando corpos e discutindo padrões.

Cada estudante recebeu uma folha de papel e um pedaço de massinha colorida para que modelasse a parte do próprio corpo com a qual mais se identificava e justificasse sua escolha. As partes corporais mais representadas com suas justificativas específicas foram: “olhos... porque eles passam sinceridade”, “barriga... porque eu tive sete filhos e ainda estou enxuta”, “pênis... porque me dá muito prazer ou porque as mulheres adoram”, “seios... desperta o olhar do outro” e “mãos... porque é o contato com o outro, o toque”.

Ao final foram apresentadas as modelagens e discutiu-se sobre as partes do corpo mais representadas e as partes menos representadas. É interessante notar que entre os homens, o pênis apareceu na maioria das modelagens, já no caso das mulheres, a vagina não apareceu em nenhuma modelagem. A cultura do “macho” que exibe sua genitália externa como troféu , mais uma vez sobressai à cultura da “fêmea”. Apesar de estarmos no século XXI, resquícios culturais machistas de um passado não muito distante estão impregnados em nossa sociedade. Mesmo entre estudantes mais jovens, a bipolaridade - genitália masculina e simbologia fálica - ainda é fortemente marcada no social. As representações simbólicas muitas vezes pejorativas e sexistas, intrínsecas à sexualidade, são transmitidas de geração em geração, reproduzindo padrões de comportamento socialmente aceitos.

Dinâmica como essa nos revela o preconceito, explicita a posição individual e provoca discussões reflexivas sobre o imaginário coletivo da sociedade brasileira. Muitos consideram que a sexualidade é algo que todos, mulheres e homens, possuem “naturalmente”. Essa concepção se ancora no corpo, universalmente da mesma forma. Entretanto, a sexualidade envolve rituais, linguagens, símbolos e convenções, portanto são processos culturais e plurais. Nessa perspectiva, nada há de exclusivamente “natural” nesse terreno.

Não é tarefa fácil coordenar um debate desse porte, mas é de fundamental importância assumir que a diferença (de corpo, de gênero, de orientação sexual ou de cor da pele) é uma construção feita a partir de um dado lugar que se toma como norma ou como centro. É preciso, pois, colocar a norma em questão, discutir o centro e duvidar do “natural".

Módulo 2: Colando fragmentos e construindo conceitos

Estudantes em dupla receberam revistas para recortar, cola, tesoura e folhas de papel de cores diversas. Cada dupla construiu um corpo fictício através de recortes de partes dos corpos de fotos de pessoas nas revistas, procurando diversificar sempre que possível os membros e órgãos corporais. Como socialização da atividade, todas as duplas de estudantes apresentaram suas bizarras personagens aos demais.

A proposta dessa técnica de fragmentação/desfragmentação corporal é trabalhar com os padrões de beleza e estética impostos pelos meios de comunicação na sociedade contemporânea.

De acordo com as mais diversas imposições culturais, nós construímos nossos corpos de modo a adequá-los aos critérios estéticos, higiênicos, morais e dos grupos ao qual pertencemos. Treinamos nossos sentidos para perceber e classificar os sujeitos pelas formas como eles se apresentam corporalmente, pelos comportamentos e gestos que empregam e pela várias formas com que se expressam.

O estereótipo corporal e comportamental, quase sempre nascido pela elaboração de uma imagem originada na mídia, é aliado íntimo do preconceito. Uma vez que esse preconceito seja incorporado ao auto-reconhecimento do estudante, independente da faixa etária, ele pode se ser traduzido na (de)formação da identificação social.

Quando ao final da dinâmica nos deparamos com corpos representados, na sua maioria, por fenótipo branco, magro, alto, de cabelos lisos e olhos claros, nos questionamos onde estarão os negros, os índios, os orientais, os gordos, os baixos, os cabelos crespos e tantas outras variáveis corporais brasileiras.

Mais uma vez, esse momento de discussão se configura como primordial na reflexão sobre qual é o lugar ocupado pela parcela da população brasileira que não se enquadra nos padrões de beleza contemporâneos. Distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, processos de embranquecimento da pele, produtos estéticos de beleza para “domar” cabelos rebeldes, cremes faciais que prometem rejuvenescimento, cirurgias plásticas de remodelagem corporal e remédios milagrosos de dieta povoam o imaginário coletivo da população mundial, provocando a perda da identificação corporal dentro de um movimento maior de massificação e universalização do que é ser belo na sociedade contemporânea.

Módulo 3: Representando e expondo idéias sobre corpos.

Cada grupo de cinco estudantes recebeu cola, tesoura, pincéis coloridos, fita adesiva e folhas de papel Kraft. Unindo as folhas com fita adesiva, os/as estudantes desenharam um corpo nu em tamanho natural, utilizando uma pessoa como molde do contorno corporal. Eles personificaram os corpos enquanto indivíduo, preenchendo fichas de identificação que continham informações como nome completo, idade, estado civil, signo, profissão, o que gosta de fazer, comida predileta entre outras.

Foram representados corpos de homens e de mulheres, através de escolha aleatória, sendo que aquele que primeiro se oferecia para deitar no chão e servir de molde determinava o sexo da personagem. As mulheres em geral se mostraram mais relutantes em servir de molde, desequilibrando a proporção de corpos femininos representados.

A partir de situações cotidianas criadas no coletivo como uma paquera no bar, uma conversa na escola ou uma discussão em família, cada grupo dialogou com o outro, utilizando seus indivíduos recém criados como protagonistas das histórias.

O grupo de estudantes de mais de sessenta anos apresentou resistência na atividade de construção do corpo nu – tanto o masculino como o feminino. Muitas mulheres colocaram calça, saia ou até mesmo vestido para tampar o sexo. Questionadas sobre a razão das roupas, disseram se sentir inibidas na realização da atividade por questões religiosas. A resistência em lidar com a representação do corpo nu é patente entre algumas. Segundo o que se infere de depoimentos dessas estudantes, a crença religiosa associada à faixa etária e ao “background” social inibem o toque e o contato corporal.

Já no grupo de adolescentes, os rapazes apresentaram certo constrangimento em contornar com os pincéis as regiões genitais dos colegas deitados nos cartazes que serviam como molde. Muitas vezes, os próprios adolescentes deitados tiveram que completar os desenhos. Comparando-se o módulo 1 com módulo 3, pode-se inferir aqui que os adolescentes modelaram o próprio pênis como um órgão de prazer e de orgulho, mas o pênis do outro representa uma ansiedade em lidar com os iguais, talvez como risco de ser rotulado de homossexual.

“O corpo constitui-se na referência que ancora a identidade, sendo significado pela cultura e continuamente, por ela alterado”. (LOURO, 2001). O corpo “histórico” é inconstante, suas necessidades e desejos mudam. Ele mesmo se altera com a passagem do tempo. Todos nós trazemos marcados no corpo nossa trajetória de vida: um machucado da infância, uma tatuagem da adolescência, uma cirurgia, uma dieta excessiva de carboidratos, calos de uma atividade física, horas e horas de academia, uma barriga de chope, isso sem contar a modelagem da “dança hormonal” ao longo da vida.

Em nossa sociedade, a norma que se estabelece, historicamente, remete ao homem branco, heterossexual, de classe média urbana e cristã e essa passa a ser a referência que não precisa mais ser nomeada. Serão os “outros” sujeitos sociais que se tornarão “marcados” e que serão denominados a partir dessa referência. Dessa forma, a mulher, o negro, o homossexual, o indígena, o deficiente físico e outros serão descritos como desviantes da norma heterossexual. As identidades sociais e culturais são políticas, pois as formas como elas se representam ou são representadas e os significados que atribuem às experiências e práticas são sempre atravessados e marcados pelas relações de poder.

Na instituição escola existe uma política pedagógica chamada de “escolarização dos corpos” (CORRIGAN, 1991), onde o corpo do estudante é capaz de ficar sentado por muitas horas, é treinado no silêncio e num determinado modelo de fala e tem habilidade para expressar gestos ou comportamentos indicativos de interesse e de atenção, mesmo que falsos. A heteronomia institucional exerce grande influência no processo de construção da autonomia pelos estudantes, pois muitas vezes acaba-se por considerar esse estudante incapaz de produzir orientações a partir de si mesmo. Nos espaços democráticos da convivência com as diferenças entre idades, gerações e ciclos de vida, pode-se vislumbrar projetos capazes de indicar novos e múltiplos caminhos para a prática educativa (DAYRELL, 1996). A busca é constante por formas de resposta, de resistência, de transformação ou de subversão para as imposições e os investimentos disciplinares feitos sobre os corpos, “Quando o poder é exercido sobre nosso corpo, emerge inevitavelmente a reivindicação do próprio corpo contra o poder”. (FOUCAULT,1988).

A educação afetivo-sexual deve dialogar com os livros de poesia, com os filmes e com discussões surpreendentes e interessantes, pois quando há envolvimento em atividades que desafiam a imaginação, essas propiciam questões para refletir e chegar mais perto da indeterminação do Eros e da paixão.

A oficina de corporeidade fornece elementos de análise e interpretação de quem é esse público que freqüenta o espaço escolar e de como são as relações conscientes, e mesmo inconscientes, de poder entre homens e mulheres estudantes e profissionais da educação, uma vez que esse panorama mais contextualizado e abrangente facilita a intervenção e o diálogo entre os pares no coletivo escolar. Mais importante que analisar e intervir, é propiciar momentos permanentes de discussão nos tempos coletivos escolares. Uma discussão sem continuidade está fadada ao fracasso e ao esquecimento. Inúmeros projetos escolares, sobre a temática afetivo-sexual e outras, se perdem no tempo, sem memória e sem registro. Faz-se necessário uma linha de continuidade que garanta espaços democráticos de convivência, onde diferentes e iguais tenham assegurados suas múltiplas formas de expressão, com liberdade de escolha e principalmente com respeito à pluralidade da alma humana.

Referências Bibliográficas

ABRAMOVAY, Miriam. Juventudes e Sexualidade. Brasília: UNESCO Brasil, 2004.

CORRIGAN, Philip. Making the boy: meditations on what grammar school did with, to

and for my body. In: GIROUX, Henri (org.). Postmodernism, feminism and culture politcs. Nova York, 1991.

DAYRELL, Juarez (org.). Múltiplos Olhares sobre Educação e Cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG,1996.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. v.1: A vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988

GOMES, Nilma Lino. Sujeitos coletivos e Políticas Públicas. In: SOARES Leôncio; GIOVANETTI, Maria Amélia G. Castro & GOMES, Nilma Lino (org.). Diálogos na educação de jovens e adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

LOURO, Guacira Lopes (org.). O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.


TEXTO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2007 NA REVISTA REVEJ@ - FAE/UFMG

Formação de professores/as

Inúmeros cursos de formação em sexualidade e afetividade já foram oferecidos para professores/as da RME. Alguns centralizados na própria Secretaria Municipal de Educação, outros descentralizados nas regionais ou nas próprias escolas.
As fotos representam momentos de oficinas realizadas com professores/as da Regional Nordeste. As oficinas foram sediadas na escola pólo: Escola Municipal Governador Carlos Lacerda durante os anos de 1994 e 1995.
Dinâmicas de entrosamento e socialização, uso de bonecas para estudo da fisiologia e anatomia humana, oficinas de corpo e de sexo seguro, desenhos, modelagens, debates e brincadeiras garantiram a aprendizagem de forma lúdica e significativa.















05/07/2007

Sugestões de filmes/documentários



Duração:86 minutos
Título Original: XXY
Atores:Inés Efron, Ricardo Darín, Germán Palacios e Carolina Pelleritti.
Diretor:Lucía Puenzo
Sinopse:Alex nasceu com as características sexuais de ambos os sexos e para fugir dos médicos que insistiam em corrigir a ambigüidade genital da garota, a família leva-a para um vilarejo no Uruguai. Convencidos de que uma cirurgia seria uma violência contra seu corpo, eles vivem retirados numa casa nas dunas. Um dia, recebem a visita de um casal de amigos, que traz com eles o filho adolescente. O pai visitante é especialista em cirurgia estética e se interessa pelo caso clínico da jovem. Enquanto isso, Alex, de 15 anos, e o rapaz, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.



Duração:96 minutos
Título Original: Juno
Atores:Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner e Jason Bateman
Diretor:Jason Reitman
Sinopse: Uma menina esperta acidentalmente engravida de seu melhor amigo, na única noite que passaram juntos. Ela decide entregar o bebê para adoção - e inicia uma convivência com o casal que vai adotá-lo enquanto segue com sua vida cotidiana, agora complicada pela barriga que cresce.


Duração: 71 minutos
Título Original: Meninas
Diretora: Sandra Werneck
Sinopse: Evelin, 13 anos, descobriu que estava grávida do seu namorado, 22 anos, recém desligado do tráfico da Rocinha, onde vivem. A gravidez não a impede de contiuar sendo a garota de sempre.
Fazer um aborto nem passou pela cabeça de Luana, 15 anos, quando ela descobriu que estava grávida. Sempre ajudando a mãe a criar as irmãs mais novas, já alimentava a idéia de ter um filho de Alex, por quem é apaixonada e que engravidou, ao mesmo tempo, sua vizinha, Joice, de 15 anos. Edilene já vai viver o drma de um triângulo amoroso. Ao longo de um ano a equipe acompanhou o cotidiano destas quatro "meninas-mães".



Duração: 108 minutos
Título Original: Elsa Y Fred
Atores: Manuel Alexandre, China Zorrilla, Blanca Portillo, Roberto Carnaghi, José Ángel Egido, Gonzalo Urtizberéa, Omar Muñoz, Carlos Álvarez-Novoa
Diretor: Marcos Carnevale
Sinopse: Uma incomum e divertida história de amor. Fred é um senhor recém viúvo e apático que vê a sua vida ser completamente transformada ao conhecer a extravagante Elsa, um inquietante senhora com espírito jovem e aventureiro.



Duração: 109 minutos
Título Original: The Children of Men
Atores: Clive Owen, Michael Caine, Julianne Moore, Chiwetel Ejiofor, Charlie Hunnam.
Diretor: Alfonso Cuarón
Sinopse: Terra, 2027. A esperança no futuro é um bem escasso. Não se sabe o motivo, mas as mulheres não conseguem mais engravidar. O mais novo ser humano morreu aos 18 anos e a humanidade discute seriamente a possibilidade de extinção. Theodore Faron (Clive Owen) é um ex-ativista desiludido que se tornou um burocrata e que vive em uma Londres arrasada pela violência e pelas seitas nacionalistas em guerra. Procurado por sua ex-esposa Julian (Julianne Moore), Theodore é apresentado a uma jovem que misteriosamente está grávida. Eles passam a protegê-la a qualquer custo, por acreditar que a criança por vir seja a salvação da humanidade.



Duração: 110 minutos
Título Original: Billy Elliot
Atores:Julie Walters, Gary Lewis, Jamie Bell, Jean Heywood, Stuart Wells e Jamie Draven.
Diretor: Stephen Daldry
Sinopse: Tendo como pano de fundo a greve dos mineradores na Inglaterra, este drama mostra o jovem Billy Elliot (o estreante Jamie Bell, numa fantástica interpretação) e a descoberta que deixou seu pai de cabelos em pé: sua inesgotável paixão pela dança!
Ao chegar na puberdade, Billy percebe que prefere a companhia das garotas nas aulas de balé (que ele freqüenta escondido) a lutar boxe como os mais velhos querem. E não demora muito para que sua professora de balé (Julie Walters) chegue à conclusão de que o menino tem talento. E muito! Porém, seu pai (Gary Lewis), um sisudo e tradicional minerador de carvão, não gosta nem um pouco da idéia de ver seu filho calçando sapatilhas



Duração:93 minutos
Título Original:Crianças Invisíveis
Sinopse:Dirigido por diretores renomados, dentre eles Spike Lee (O Plano Perfeito), Kátia Lund (Cidade de Deus), Ridley Scott (Gladiador) e John Woo (Missão Impossível 2), o filme retrata a visão de cada diretor sobre as crianças de seu país. São histórias que vão te chocar, fazer sorrir e se emocionar. Verdades que são iguais em todo o mundo, mas que muitos preferem não ver. Imperdível!



Duração:103 minutos
Título Original: Transamérica
Atores: Felicity Huffman, Kevin Zegers, Graham Greene, Burt Young
Diretor: Duncan Tucker
Sinopse: Bree é um transexual que sonha em tornar uma mulher de verdade. A um passo da operação que realizaria este sonho, ela descobre ser pai de um garoto de 17 anos. Por ordem de sua terapeuta, Bree vai ao encontro de seu filho, um jovem envolvido com drogas e prostituição e com um passado tão complicado quanto o dela. Com medo de lhe contar a verdade e sem ter como ignorá-lo, eles embarcam numa viagem que pode mudar suas vidas e revelar a eles mesmos quem realmente eles são.



Duração:89 minutos
Título Original:Sexo, amor e traição
Atores:Marcello Antony, Alessandra Negrini, Malu Mader, Fabio Assunção, Murilo Benicio, Caco Ciocler, Heloísa Périssé
Diretor:Jorge Fernando
Sinopse:SEXO, AMOR E TRAIÇÃO é um filme que combina comédia com uma abordagem profunda sobre os temas sérios das relações. É uma história contemporânea, com seis personagens principais, que vão lidar com uma série de conflitos, na busca da realização pessoal e do amor. O filme é uma versão do mexicano Sexo, Pudor e Lágrimas, lançado em 1999 e que fez um enorme sucesso no México, quebrando todos os recordes da época.
O escritor Carlos (Murilo Benício) e a fotógrafa Ana (Malu Mader) vivem no sétimo andar de um edifício localizado no coração do Rio de Janeiro. Eles seriam o casal perfeito, desde que Carlos desse a atenção que Ana precisa e ela desse o espaço que ele precisa. Carlos está vivendo uma crise criativa, pessoal e sexual, que está atrapalhando o seu relacionamento. É quando chega Tomás (Fábio Assunção), um viajante profissional de espírito rebelde, ex-namorado de Ana, que se hospeda na casa dos dois depois de muitos anos.
Andréa (Alessandra Negrini) e Miguel (Caco Ciocler) vivem num edifício em frente, também no sétimo andar. Ela é uma ex-modelo, cansada da indiferença do marido e ressentida pelas aventuras amorosas dele. Miguel é um publicitário de sucesso, que vê na mulher apenas um símbolo de status. A oportunidade dos dois voltarem a se descobrir surge com a presença de Claúdia (Heloisa Perissé), uma zoóloga que tem a carreira em primeiro lugar e é ex-namorada de Miguel. Por não ter onde ficar, ela vai se hospedar na casa dos dois.
A presença dos recém-chegados é o grande detonador de infidelidades, separações e reconciliações



Duração:96 minutos
Título Original: Cazuza - O Tempo não Pára
Atores: Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Farias , Andréa Beltrão, Débora Falabella , André Gonçalves, Emílio de Mello, Leandra Leal , Maria Mariana.
Diretor: Sandra Werneck e Walter Carvalho
Sinopse: Instável e desafiador, mas também extremamente sedutor, Cazuza vivia sua confortável vida de garoto da Zona Sul sob a cerrada vigilância da mãe. Mas Cazuza queria muito mais. Ele queria tudo, ao mesmo tempo, em um agora permanente. Descobriu que a música era a melhor maneira de expressar essa urgência que não tinha começo, não tinha fim, não tinha foco. Junto com os Barões, Cazuza viaja, conhece o Brasil, vive novos afetos. Para atenuar a intensificação de conflitos familiares, é intimado a trabalhar com o pai, diretor de uma gravadora. Mas ele sempre quis viver cada vez mais intensamente, romper limites. O diagnóstico de que era portador do vírus HIV foi recebido pelo jovem artista com desespero, seguido da busca de novas formas de tratamento para uma doença que na época representava uma sentença de morte em curtíssimo prazo. E foi justamente sob esta condenação que Cazuza deu provas de uma coragem sem precedentes no país: expôs a doença e sua deterioração física, apresentou-se em público em shows comoventes, não abriu mão dos poucos prazeres que lhe restavam, disposto a viver o tempo que tivesse como sempre quis: fiel a si mesmo e aos seus sentimentos. No curto futuro duvidoso que viveu, Cazuza nunca mentiu para si mesmo ou para as pessoas que amava. Cazuza morreu em 1990 aos 32 anos.



Duração: 143 Minutos
Título Original: Se eu fosse você
Atores/Diretor: Glória Pires, Tony Ramos, Denis Carvalho, Ary Fontoura, Carla Daniel, Maria Gladys, Thiago Lacerda, Glória Menezes, Thomas Morkos, Marcela Muniz, Patrícia Pillar, Lara Rodrigues, Lavínia Vlasak, Danielle Winits
Sinopse: Cláudio, 50 anos, publicitário bem sucedido, dono da própria agência, e Helena, 40 anos, professora de música, coordenadora de um coral infantil, são casados há muitos anos e já caíram na rotina. É indiscutível que se amam, mas que casal não tem uma briguinha de vez em quando? Porém um dia, uma dessas briguinhas vira uma brigona, e percebem em pânico que foram atingidos por um fenômeno inexplicável: eles trocam de corpo.

FILMES COM TEMÁTICA LGBT
ou com referências através de situações e/ou personagens


01- RENT – OS BOEMIOS – (Rent) - 2005 – Chris Columbus
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/rent/rent.asp

02- ENTRE AMIGOS – AMOR, VALORES E COMPAIXÃO -
(Love! Valour! Compassion!) - 1997 – Joe Mantello
Informações: http://glsplanet.terra.com.br/filmes/amorvc.htm
http://www.imdb.com/title/tt0119578

03- PARA O RESTO DE NOSSAS VIDAS - (Peter's Friends) – 1992 - Kenneth
Branagh
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/para-o-resto-de-nossas-vidas/para-o-resto-de-nossas-vidas.asp

04- BUBBLE – (Ha-Buah) – 2006 - Eytan Fox
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/bubble-2006/bubble-2006.asp


05- DAMAS DE FERRO - (Sa tree lex) – 2000 - Yongyooth Thongkonthun
Informações: http://www.webcine.com.br/filmessi/ironladi.htm

06- TODAS AS CORES DO AMOR - (Goldfish Memory) – 2003 – Elizabeth Gill
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/goldfish-memory/goldfish-memory.asp


07- NOSSOS FILHOS – (Our Sons) – 1991 – John rman
Informações: http://www.imdb.com/title/tt0102613

08- ANJOS DO ARRABALDE – (idem) – 1986 - Carlos Reichenbach
Informações: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/anjos-do-arrabalde/anjos-do-arrabalde.asp


09- VERA – (idem) – 1986 – Sérgio Toledo Segall
Informações: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/anjos-do-arrabalde/anjos-do-arrabalde.asp

10- EDUARDO II – (Edward II) – 1991 – Derek Jarman
Informações: http://www.interfilmes.com/filme_18151_Eduardo.II-(Edward.II).html


11- NAVALHA NA CARNE – (idem) – 1970 – Braz Chediak
Informações: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/navalha-na-carne-1970/navalha-na-carne-1970.asp

12- CLUBE DAS GAROTAS – (Bar Girls) – 1994 – Marita Giovanni
Informações: http://www.imdb.com/title/tt0109217

13- AMORES POSSÍVEIS – (idem) – 2001 – Sandra Werneck
Informações: http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/amores-possiveis/amores-possiveis.asp


14- ROCK HORROR PICTURE SHOW – (idem) – 1975 - Jim Sharman
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/rocky-horror-picture-show/rocky-horror-picture-show.asp


15- FRIDA – (idem) – 2002 - Julie Taymor
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/frida/frida.asp


16- HENRY & JUNE – (idem) – 1990 - Philip Kaufman
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/henry-e-june/henry-e-june.asp

17- TEOREMA – (idem) – 1968 – Pasolini (apesar deste filme ser mais que!)
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/teorema/teorema.asp


18- GLEN OU GLENDA? - (Glen or Glenda?) - 1953 – Ed Wood -
Informações: http://www.bocadoinferno.com/romepeige/filmes/G/G25.html

19- VIOLÊNCIA E PAIXÃO - (Gruppo di famiglia in un interno) - 1974 - Luchino
Visconti (idem a Teorema – rs)
Informações: http://www.65anosdecinema.pro.br/Violencia_e_paixao.htm


20- DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO - (Suddenly, Last Summer) – 1959 -
Joseph L. Mankiewicz
Informações: http://www.adorocinema.com/filmes/de-repente-no-ultimo-verao.asp

21- TRÊS FORMAS DE AMAR - (Threesome)- 1994 -
Andrew Fleming
Informações:http://www.interfilmes.com/filme_14650_Tres.Formas.de.Amar-(Threesome).html

22- MINHA VIDA EM COR DE ROSA - (Ma vie en rose) - 1997 - Alain Berliner
Informações:http://www.terra.com.br/cinema/drama/rosa.htm

02/07/2007

Sugestões de Leitura


Título:"História do Corpo - Volume 3:As mutações do olhar."
Autores: Georges Vigarello, Alain Corbin e Jean-Jacques Courtine
Editora: Vozes
Indicado para: Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
Os autores exploram as inúmeras transformações sofridas pelo corpo no século XX - uso de tecnologias invasivas,superexposição obsessiva pela mídia, brutalidades das guerras e outras formas de discurso que fazem do corpo um objeto cultural.



Título; "Sexualidade na escola"
Autores: Júlio Groppa Aquino
Editora: Summus
Indicado para: Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
Conjunto de reflexões fundamentais de manejo teórico e prático das manisfestações da sexualidade no cotidiano escolar.


Título; "Sexo se aprende na escola"
Autores: Martha Suplicy, Antonio Carlos Egypto, Yara Sayão e outros
Editora: Olho d`agua
Indicado para: Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
O GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa sobre Orientação Sexual) de São Paulo apresenta a escola como espaço para uma discussão fundamental da vida humana, a sexualidade.


Título: O Feminino nos Contos de Fadas
Autora: Marie-Louise Von Franz
Editora:Vozes
Indicado para:Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
A autora proporciona conhecimento e discernimento sobre as influências do "feminino" na relação Homem- Mulher presente nos contos de fadas.


Título: Meditações Pagãs
Autora: Ginette Paris
Editora:Vozes
Indicado para:Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
A autora apresenta três aspectos da personalidade feminina através da análise dos mitos gregos das deusas Afrodite, Ártemis e Héstia.


Título: Édipo e Variações
Autor: James Hillman
Editora:Vozes
Indicado para:Professores/as, psicólogos, estudantes de pedagogia e áreas afins
Os autores proporcionam um releitura do Mito de Édipo através da análise da relação entre Mãe-Pai-Filho.



Título: Não se incomode: Tudo que você não quer perguntar sobre menstruação ( mas precisa saber )
Autora: Karen Gravelle
Editora: Cia das Letras
Indicado para: Adolescentes em geral



Título: O que está acontecendo aí embaixo : respostas às perguntas que os meninos acham difícil fazer
Autora: Karen Gravelle
Editora: Cia das Letras
Indicado para: Adolescentes em geral



Título: Diferentes: Pensando conceitos e preconceitos
Autora: Liana Leão
Editora: Elementar
Indicado para:Todas as idades



Título: Sexo na cabeça
Autor: Luiz Fernando Veríssimo
Editora: Objetiva
Indicado para: Todas as idades


Título:O que está acontecendo comigo"
Autores: Peter Mayle, Arthur Robins e Paul Walter
Editora: Nobel
Indicado para: Crianças e pré-adolescentes
Guia da puberdade com respostas às perguntas sobre o corpo e suas mudanças com o crescimento e a ação de hormônios


Título: Menino brinca de boneca?
Autor: Marcos Ribeiro
Editora: Salamandra
Indicado para: Pré-adolescentes e adolescentes


Título: O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade
Autora: Guacira Lopes Louro
Editora: Autêntica
Indicado para: Professores/as, familiares, estudantes de Pedagogia e áreas afins



Título: O menino que brincava de ser
Autora: Georgina Martins
Editora:DCL
Indicado para: Todas as idades



Título: Na minha escola todo mundo é igual
Autora: Rossana Ramos e Priscila Sanson
Editora:Cortez
Indicado para: Todas as idades



Título: Um gosto de quero mais
Autora: Sônia Salermo Forjaz
Editora: FTD
Indicado para: Adolescentes em geral



Título: Mamãe nunca me contou
Autora: Babete Cole
Editora: Ática
Indicado para: Todas as idades



Título: História da Sexualidade ( Volumes 1, 2 e 3 )
Autor:Michel Foucault
Editora:Graal
Indicado para; Professores/as, pedagogos/as e psicólogos/as



Título: Gênero, Sexualidade e Educação: Uma perspectiva pós-estruturalista
Autora: Guacira Lopes Louro
Editora: Vozes
Indicado para: Professores/as, familiares, estudantes de Pedagogia e áreas afins



Título: O Menino Nito
Autora: Sônia Rosa
Ilustrador:Vítor Tavares
Editora: Pallas
Indicado para: Todas as idades